O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa
Depois de anos tentando sair do lugar, o Bradesco (BBDC4) finalmente conseguiu entregar o que o mercado cobrava há trimestres: voltar com uma rentabilidade superior ao custo de capital. No entanto, para o JP Morgan, esse pode não ser o início de uma nova escada, mas sim a aproximação de um teto difícil de romper.
Na visão do banco norte-americano, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Bradesco tende a "emperrar” em torno de 17% no médio prazo.
Segundo os analistas, esse nível é suficiente para cobrir o custo de capital, mas não bastaria, por si só, para destravar uma nova rodada de reprecificação mais ambiciosa das ações.
Lembrando que os papéis BBDC4 acumulam valorização da ordem de 70% em 12 meses na bolsa brasileira, apesar da queda recente após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Após o balanço do quarto trimestre, o JP Morgan revisou suas projeções para baixo. Agora, o banco norte-americano estima que o Bradesco encerre 2026 com lucro de R$ 27,5 bilhões e ROE de 15,5%.
Ainda assim, os analistas fazem um alerta: a discussão relevante não é se o ROE de 2026 ficará marginalmente acima ou abaixo de 15,5%, mas qual é, de fato, o potencial estrutural de rentabilidade do Bradesco nos próximos anos.
Leia Também
Na leitura do JP Morgan, esse potencial parece limitado. O banco estaria diante de um “teto” próximo a 17% de ROE no médio prazo.
Segundo os analistas, esse patamar, combinado ao múltiplo atual de cerca de 1,3 vez o valor patrimonial e a um custo de capital estimado em 15,5%, “não é suficiente para justificar uma reprecificação positiva do múltiplo” das ações BBDC4 na bolsa.
É verdade que o Bradesco vem apresentando avanços nos últimos trimestres. O custo de risco caiu, as margens melhoraram e a rentabilidade saiu dos níveis mais deprimidos registrados nos últimos anos.
Mas, para o JP Morgan, a continuidade dessa recuperação depende de um fator-chave que ainda pesa contra o Bradesco: eficiência.
O índice de eficiência encerrou 2025 em torno de 50%, um número que ainda destoa bastante dos cerca de 38% do Itaú.
Mesmo com a redução relevante da rede de agências ao longo dos últimos três anos, os analistas avaliam que os investimentos contínuos em tecnologia e modernização devem adiar ganhos adicionais de eficiência até 2027 ou 2028.
Além disso, o baixo nível de patrimônio tangível — ajustado por ativos fiscais diferidos (DTA) e intangíveis — surge como outro entrave importante.
Segundo o JP Morgan, esse fator não apenas limita a rentabilidade de médio prazo como também pode começar a pressionar o capital do banco a partir de 2026.
Para organizar essa leitura, o JP Morgan traçou dois cenários possíveis para o Bradesco: um de copo meio cheio, mais otimista, e outro de copo meio vazio, mais conservador — no qual a casa se posiciona hoje.
No cenário mais construtivo, investidores costumam destacar o quão deprimido ainda está o ROE do varejo, em torno de 11,5%, quando se excluem as operações de atacado (Bradesco BBI) e seguros.
A aposta, nesse caso, é que o banco consiga elevar esse número e, eventualmente, alcançar uma rentabilidade acima da média do setor.
O JP Morgan, porém, não compra essa tese no curto ou médio prazo. Para os analistas, o retorno aos níveis de 18% a 20% de ROE parece distante.
Já no cenário mais conservador, a expectativa é que o Bradesco permaneça oscilando entre 16% e 17% de ROE ao longo dos próximos anos.
Parte dessa limitação vem do peso dos ativos fiscais diferidos, que continuam retirando entre 4 e 5 pontos percentuais do ROE em relação ao Itaú.
Soma-se a isso uma taxa efetiva de imposto ainda elevada, na casa de 20%, que deve levar anos para voltar a níveis mais normalizados — mesmo que o lucro antes de impostos avance.
Há ainda um outro efeito colateral a ser considerado: a otimização de despesas a partir de 2027 pode pressionar tarifas e outras linhas de receita, reduzindo parte do ganho esperado com eficiência.
“Usando o Itaú Unibanco como referência de rentabilidade, nossa análise sugere que um ROE de 17% a 17,5% pode ser o limite para o Bradesco, a menos que o patrimônio tangível melhore ou que as taxas de juros no Brasil caiam de forma relevante”, avalia o JP Morgan.
Nada disso, no entanto, transforma o Bradesco em uma tese fraca. O banco segue oferecendo um retorno com dividendos (dividend yield) atrativo, próximo de 7,6%, com crescimento de lucro estimado em torno de 12% em 2026 e 2027, segundo os analistas.
Para o JP Morgan, a grande questão é que a relação entre risco e retorno parece hoje bem equilibrada — o que explica a preferência pelo Itaú.
“Como o múltiplo atual já reflete um ROE acima do custo de capital, vemos o risco‑retorno como equilibrado”, diz o JP Morgan.
O JP Morgan mantém recomendação neutra para as ações do Bradesco, com preço-alvo de R$ 22 — o que implica uma valorização potencial de 6,7% em relação ao último fechamento.
Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região
Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa
Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração
Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações
Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa
Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D
Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena
Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas
De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.
Locadora diz ter alcançado os melhores níveis de alavancagem, custo e prazo médio da dívida em três anos
Apesar dos anúncios, as ações da petroleira operam perto da estabilidade, acompanhando o movimento do petróleo no mercado externo
Marcelo Noronha sustenta a estratégia step by step e afirma que acelerar agora pode custar caro no futuro. Veja o que disse o executivo.
O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo, com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações das varejistas de moda
Ações do MPF, do governo de Minas e do MP estadual miram episódios nas unidades de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas
Mesmo depois de resultados dentro do esperado no quarto trimestre de 2025, os investidores reagiram negativamente à divulgação; entenda o movimento
Lucro cresce pelo oitavo trimestre seguido e ROE supera o custo de capital, mas ADRs caem em Wall Street; veja os destaques do balanço
Megafusão de mais de US$ 260 bilhões sai de cena após empresas não conseguirem chegar a um acordo que beneficiasse os acionistas
Rumores de um possível pedido de Chapter 11 da Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, pressionam as ações hoje
Spotify anuncia parceria com a Bookshop.org para vender livros físicos em seu aplicativo.
Uma única ferramenta derrubou as ações da Totvs (TOTS3) em cerca de 20% em dois dias. Investidores venderam a ação em meio a temores de que o avanço da inteligência artificial tire espaço dos programas da empresa de tecnologia brasileira. No entanto, segundo o Itaú BBA e o Safra, a queda pode ser uma oportunidade […]