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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

AS PREFERIDAS

Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3): veja por que essas ações, ‘top picks’ do BTG no setor de óleo e gás, podem gerar lucros de até 44%

Em um relatório completo sobre o setor, o BTG divulgou suas duas ações preferidas para investir: Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3), com impulsionadores claros para a expansão da margem e o aumento da geração de caixa

Karin Salomão
Karin Salomão
18 de janeiro de 2026
15:30 - atualizado às 12:49
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/iStock/TebNad

O cenário do mercado de óleo e gás não é dos melhores, com uma produção maior e sem grandes expectativas para altas no preço do brent. Assim, escolher em qual companhia investir depende de uma análise criteriosa da execução, disciplina de capital e qualidade dos ativos de cada uma das empresas do setor.

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Em um relatório completo sobre o setor, o BTG divulgou suas duas ações preferidas para investir: Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3). O banco identifica impulsionadores claros para a expansão da margem e o aumento da geração de caixa dessas empresas no curto prazo.

Além disso, o banco tem recomendações de compra para a Brava (BRAV3), Vibra (VBBR3), e Dexxos (DEXP3), e recomendações neutras para Petrobras (PETR4), PetroRecôncavo (RECV3), e Braskem (BRKM5).

Veja o que o BTG diz de cada uma das ações abaixo, e o que pode impulsionar ou deteriorar o valor de mercado das companhias.

Petrobras

O balanço da Petrobras está apertado. Caso o preço petróleo seja menor que US$ 67 por barril, o banco acredita que a estatal irá queimar caixa, ainda que o atual retorno com dividendos de cerca de 10% atraia alguns investidores.

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A margem de geração de caixa deve ser de 8%; com pagamentos de dividendos de 10%, a empresa deverá continuar se endividando.

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"A alavancagem da Petrobras continuará subindo com o nosso cenário de US$ 62 por barril, por causa do seu ciclo pesado de investimentos em capex e o fato que sua atual política de dividendo não está adequada à sua atual geração de caixa libre para o acionista", afirmam os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.

E, caso o preço do barril caia para menos de US$ 60, as margens seriam extremamente comprimidas. A empresa ainda será impactada pelas eleições presidenciais no Brasil no segundo semestre.

O preço-alvo é de R$ 40 para PETR4, potencial de alta de 26% em relação ao preço do último fechamento. Contando a distribuição de dividendos, o retorno pode ser de 35%.

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Junior Oils: Prio e Vibra

Entre as companhias com menor valor de mercado do setor, o banco prefere companhias que consigam manter uma boa execução mesmo com um cenário macroeconômico desfavorável.

Nem todas as companhias poderão converter a viabilidade econômica de certos projetos de exploração em geração de caixa. Nesse sentido, a Prio (PRIO3) é a ação queridinha do banco. No primeiro trimestre deste ano, a companhia deverá extrair os primeiros barris do campo de Wahoo. Também irá otimizar a produção no Campo de Petróleo de Peregrino, na Bacia de Campos.

"A PRIO se destaca por seu crescimento vindo da melhoria na execução e geração de caixa", afirma o relatório. A margem de geração de caixa deve ser de aproximadamente 23% este ano, com dividend yield de 11%, segundo os cálculos do ano.

O preço-alvo é de R$ 56, alta potencial de 30%, e de 41% considerando os dividendos.

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A Brava está em uma trajetória para melhorar sua estabilidade operacional e reduzir sua alavancagem, que deverá chegar a 1,8 vezes o Ebitda no ano.

Por outro lado, a visibilidade das melhorias operacionais que a PetroRecôncavo está realizando é reduzida e, por isso, o banco está reticente com a ação e tem recomendação neutra, com preço-alvo e R$ 12, o que representaria uma valorização de 14%.

Distribuição: Ultrapar é preferida

No segmento de distribuição, a companhia preferida do BTG para o investidor é a Ultrapar (UGPA3). Ela se beneficia com a diversidade de negócios em sua holding, como a rede de postos Ipiranga.

Isso diminui o efeito da instabilidade do cenário macro no valor da companhia. Veja mais sobre a Ultrapar e a recomendação do Banco do Brasil BI aqui.

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A Vibra também é uma boa opção no setor, e deve continuar se beneficiando de ventos favoráveis neste ano; é uma das companhias puras no segmento de distribuição.

Entre os motores para esse segmento estão a redução de atividades irregulares, com maior atuação das autoridades de fiscalização. No ano passado, uma megaoperação de combate ao crime organizado identificou um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além disso, as empresas listadas devem continuar aumentando o volume de vendas e capturando participação de mercado de empresas menores. O setor já viu sinais desse movimento em dezembro do ano passado.

"O lucro da indústria deve continuar subindo, à medida que os players irregulares deixam o mercado, o que pode se traduzir em melhoras de margem para as companhias listadas. Dito isto, ainda é cedo para avaliar se as margens devem melhorar significativamente no curto prazo", afirmam os analistas.

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O que mais movimenta o setor

O banco acredita que o preço do petróleo não deve se manter perto dos US$ 70, já que as companhias devem aumentar a oferta este ano.

Tanto os países que fazem parte da Opep quanto os externos ao grupo já anunciaram que devem aumentar a produção no ano. Entre os destaques, estão a produção offshore do Brasil e Guiana e a exploração de xisto dos Estados Unidos e Argentina.

Por outro lado, a demanda também deve aumentar, principalmente na China. O estímulo fiscal do governo chinês e os gastos em infraestrutura do país devem se manter aquecidos. A África, Oriente Médio, América Latina e Estados Unidos também devem contribuir marginalmente para o aumento na demanda.

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