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BOIA SALVA-VIDAS

O aguardado aporte vem aí: Shell está disposta a injetar R$ 3,5 bilhões na Raízen, diz jornal

A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana, está em dificuldades financeiras e precisa de uma injeção de capital de seus sócios para se manter de pé, avaliam especialistas

Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Shutterstock/Divulgação

A Raízen já está há alguns meses precisando de uma polpuda injeção de capital — e parece que esse aporte finalmente chegou. A Shell se comprometeu a injetar até R$ 3,5 bilhões na companhia, e a expectativa é que a Cosan, sua sócia na joint venture, entre com um valor semelhante.

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A informação é do presidente da companhia britânica no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, que falou em coletiva no Rio de Janeiro, segundo a Bloomberg.

As negociações continuam, em busca de uma solução de longo prazo e que abarque as dificuldades e restrições de cada um dos envolvidos, afirmou ele, segundo o veículo.

Seu Dinheiro entrou em contato com Raízen e Cosan, que afirmaram que não irão comentar. Já a Shell ainda não respondeu ao questionamento.

A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana, está em dificuldades financeiras e precisa de uma injeção de capital de seus sócios para se manter de pé, avaliam especialistas.

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Nos últimos meses, os controladores estavam em negociações sobre o valor desses aportes, e chegaram a circular notícias de que estavam em busca de um novo sócio para complementar o valor da injeção de dinheiro. Apenas em fevereiro, as ações da empresa chegaram a cair 40%, o pior tombo do mês.

A dificuldade de liquidez levou até sua controladora a sofrer: por causa dos contínuos rebaixamentos da Raízen, a agência de classificação de risco S&P também rebaixou a perspectiva da Cosan para negativa.

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No último trimestre, a Raízen divulgou um prejuízo de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26). Segundo a empresa, boa parte das perdas vieram de um impacto de R$ 11,1 bilhões: um impairment, sem efeito no caixa da companhia, que atualiza para baixo o valor de certos ativos da companhia de açúcar e etanol.

O que está na mesa para reerguer a Raízen

A Raízen contratou diversos assessores para ajudá-la no processo de reorganização financeira, vendas de ativos e reestruturação de dívida.

A proposta inicialmente colocada na mesa previa a conversão de 25% da dívida em ações, além da cisão da Raízen em duas empresas — uma focada em açúcar e etanol e outra concentrada na operação de combustíveis. As duas companhias seriam listadas em bolsa.

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Nesse desenho, a divisão de commodities receberia cerca de R$ 1 bilhão da Cosan, R$ 500 milhões de Rubens Ometto — controlador da Cosan — e aproximadamente R$ 1,5 bilhão da Shell.

Outro pilar envolveria o BTG Pactual, acionista na Cosan, com um aporte estimado em R$ 5,3 bilhões via fundos de capital privado (private equity).

De acordo com o Pipeline, porém, a Shell estaria disposta a seguir por um caminho mais simples, sem a necessidade de dividir a companhia, oferecendo um cheque maior.

A produtora de etanol também está em um processo de vendas de ativos e já conseguiu levantar R$ 5 bilhões nos últimos 12 meses.

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