Como funciona o serviço de delivery que une iFood e Embraer e promete entregar com drones em São Paulo
Com apoio do iFood e da Embraer, a startup Speedbird Aero se prepara para expandir as operações e chegar na maior metrópole do país

A vista de São Paulo, marcada por prédios a perder de vista e excesso de veículos até o horizonte, está prestes a ganhar um novo componente: drones de entrega. A startup brasileira de logística aérea não tripulada, Speedbird Aero, prepara sua chegada à maior metrópole do país nos próximos meses.
A ideia é replicar um modelo que já se provou eficiente em Aracaju, capital de Sergipe. A operação estreou na cidade em 2021, com o objetivo de conectar o Shopping Rio Mar à cidade vizinha, Barra dos Coqueiros.
Por terra, esse trajeto exige um percurso de 36 quilômetros, que leva pelo menos meia hora. Pelo ar, a distância cai para apenas 4 quilômetros.
Essa operação em Sergipe, com apenas dois drones, já realizou mais de duas mil entregas desde outubro, e serve como "laboratório vivo" para o que virá em São Paulo.
- LEIA TAMBÉM: É o fim dos motoboys? Entrega por drones já é realidade nos EUA — e no Brasil também já está acontecendo
Delivery com drones em São Paulo
Na capital paulista, a Speedbird planeja implementar rotas que conectam shoppings a condomínios residenciais, otimizando trechos que hoje são improdutivos para os entregadores de delivery.
Muitas vezes não compensa para o motoboy fazer uma rota muito longa para entregar o pedido e voltar sem nada. A exemplo da experiência em Aracaju, o drone faz uma parte dos maiores caminhos e o entregador recebe o pedido em determinado ponto. A partir daí, “a última milha” é feita de moto.
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No entanto, o desafio em São Paulo é muito maior do que foi Aracaju.
A startup precisará navegar no tráfego aéreo mais intenso do país, disputando espaço com o fluxo constante de aeroportos e dezenas de helipontos.
E além da complexidade operacional, a expansão exige certificações regulatórias rigorosas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para voos com drones sobre áreas com circulação de pessoas. A empresa tinha essa autorização para a operação em Sergipe, mas precisará de um novo aval para São Paulo.
Aliança de peso: iFood, Embraer e o mercado global
Para sustentar essa ambição e enfrentar os gargalos da maior metrópole do país, a Speedbird Aero captou US$ 5,8 milhões — aproximadamente R$ 30,7 milhões — em uma rodada de investimento-ponte em fevereiro.
O aporte foi liderado pelo iFood e contou com a participação estratégica da Embraer, por meio do fundo MSW Capital.
Com isso, a startup une o capital de uma gigante do delivery à expertise técnica de uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo. Como parte de sua estratégia de crescimento, a startup está mudando sua sede para São José dos Campos, o principal polo aeroespacial do Brasil, para ficar mais próxima da Embraer.
Já a parceria com o iFood não é nova — vem desde 2019, quando a empresa fechou um contrato para os primeiros testes de entregas por drone em Campinas (SP).
A presença da Speedbird também já ultrapassou as fronteiras brasileiras, com drones operando em mercados como Israel, Portugal, Itália e Inglaterra. O próximo passo é entrar nos Estados Unidos, consolidando a exportação de tecnologia nacional.
Atualmente, a empresa opera com uma frota de 35 drones fabricados internamente, capazes de transportar até 5 kg e realizar até 280 entregas diárias. Não há previsão ou data definida para o começo das operações em São Paulo.
*Com informações de Exame, StarSe e NeoFeed.
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