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Segundo o GPA, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros.
Depois de sofrer uma queda significativa no seu valor de mercado, o Grupo Pão de Açúcar afirmou que está em negociações "construtivas" com determinados credores para a reorganização das suas dívidas. Ontem (3), as ações PCAR3 caíram 17,78%. Em um mês, a queda é de 29,13%.
"A companhia se encontra em negociações construtivas com determinados credores para repactuação de dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação, e tem analisado diferentes alternativas para a melhoria do perfil do seu endividamento", escreveu ela hoje (4) em fato relevante.
A varejista ainda afirmou que contratou consultores para assessorá-la nessas frentes, e os trabalhos ainda se encontram em curso, "não havendo, até o momento, qualquer definição a esse respeito". Segundo a Bloomberg, a empresa contratou o escritório de advocacia Munhoz Advogados, especialista em reestruturação de dívidas.
Segundo o grupo, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros. O objetivo, segundo o comunicado, é melhorar sua liquidez.
É justamente a (falta de) liquidez da empresa que levou a desconfianças sobre a continuidade da operação. Com R$ 1,7 bilhão em dívidas batendo à porta neste ano, a varejista encerrou o ano passado com capital circulante negativo de R$ 1,2 bilhão.
Ontem (3), a Fitch Ratings revisou sua recomendação de crédito para a companhia e cortou sua nota de ‘A(bra)’ para ‘CCC(bra)’. Ou seja, o GPA saiu de uma faixa considerada como grau de investimento para um nível associado a risco de inadimplência ou reestruturação de dívida.
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A agência cita risco elevado de refinanciamento, liquidez pressionada e contínua geração de caixa negativa.
Já no relatório de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025, a consultoria Deloitte afirmou que há “incerteza relevante” sobre a continuidade operacional da empresa.
"Apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período", aponta a Deloitte.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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