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Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
A Kepler Weber (KEPL3), empresa centenária de fabricação de silos para o agronegócio, anunciou hoje que não seguirá com a venda para a norte-americana Grain & Protein Technologies (GPT). A operação havia sido anunciada ontem (2), mas foi desfeita. Com isso, as ações da companhia estão em queda de 15,89% por volta das 10h50.
Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
Esse acordo era um compromisso de voto, em que a Trígono se comprometia a votar a favor da venda na assembleia geral extraordinária, o que acabou não sendo firmado.
Se a aprovada, a Kepler Weber poderia se despedir da listagem no Novo Mercado da B3 e ter o registro convertido para categoria B ou até mesmo cancelado. Agora, ela se mantém na bolsa.
Além da Trígono Capital, a família fundadora tem 11,59% e há 3,56% de ações em tesouraria. Os 69,56% restantes estão em negociação no mercado.
Em dezembro, a primeira proposta da GPT havia causado um desconforto entre os minoritários.
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Isso porque havia uma cláusula com pagamentos extras para os principais acionistas de não concorrência (non-compete) e não aliciamento. Ambos são acordos em que um ex-funcionário, sócio ou parceiro se compromete a não atuar em empresas concorrentes ou iniciar um negócio similar ao da antiga empresa.
No entanto, não é possível oferecer valores diferentes a acionistas em uma aquisição, segundo regras do Novo Mercado, onde a empresa está listada. No acordo que havia sido divulgado ontem, não há essa cláusula.
A Kepler Weber, que detém 35% do mercado de silos no Brasil, enfrenta pressão nos volumes devido à queda de rentabilidade dos agricultores nos últimos dois anos. No entanto, a empresa diz que, mesmo sem a venda, ela continua com "elevada solidez econômico-financeira e operacional mesmo diante de um ciclo setorial mais adverso".
"A Kepler Weber manterá foco rigoroso e contínuo na implementação do seu plano estratégico KW 2030, com diretrizes claramente orientadas ao crescimento sustentável, à eficiência operacional e à inovação, que tem contribuído para a consolidação e o fortalecimento de sua posição de liderança no mercado brasileiro", afirmou a companhia em fato relevante.
Nos últimos dias, a companhia reportou um crescimento de 28,5% no seu lucro líquido no período, saindo de R$ 50,4 milhões para R$ 64,8 milhões. No mesmo comparativo, o Ebitda recuou 17,7%, totalizando R$ 67,5 milhões. A receita operacional líquida saiu de R$ 460,1 milhões para R$ 398,7 milhões, queda de 13,3%.
No acumulado de 2025, a receita líquida totalizou R$ 1,5 bilhão, com retração de 7,3% em relação a 2024, refletindo a dinâmica mais cautelosa de investimentos.
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