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No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas

A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou que está analisando um pedido de proteção contra credores. Com isso, as ações da empresa de tratamentos oncológicos caem forte nesta manhã. Por volta das 12h, a queda é de 7,59%.
"A administração está, de fato, avaliando a potencial interposição de medida cautelar perante a Justiça visando à proteção em relação à cobrança de credores", afirmou a empresa de tratamentos oncológicos em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A empresa disse que poderia vir a descumprir os índices financeiros (dívida Líquida/Ebitda) referente ao exercício social de 2025, previstos nas escrituras de emissão de debêntures. Ela também realizou uma assembleia com seus debenturistas, pedindo que esse indicador deixasse se ser levado em consideração. Mas a assembleia foi momentaneamente suspensa.
No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada. Estão sendo avaliadas diversas iniciativas e alternativas para endereçar a situação econômico-financeira da companhia, incluindo potenciais operações com terceiros, disse ela no comunicado.
A Oncoclínicas (ONCO3) também busca aprovar um waiver parcial, que funciona como uma dispensa ou renúncia, em relação ao da 11ª emissão de debêntures. A ideia é que ela não precise seguir a relação entre dívida líquida e Ebitda previamente estabelecida, de 3,5 vezes.
Na assembleia em que essa decisão foi tomada, estavam presentes os debenturistas detentores de 62,65% dos papéis em circulação desta emissão. Com esse waiver, a empresa não se caracterizaria como inadimplente.
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O noticiário está agitado para a empresa. Ontem, a empresa anunciou a renúncia do presidente do seu conselho de administração, Marcelo Gasparino da Silva, o que a obriga a renovar todo o conselho na próxima assembleia.
Além disso, ela recebeu uma proposta de socorro que pode ajudá-la a sair do buraco e voltar a comprar medicamentos, essenciais para que os tratamentos oncológicos se mantenham.
A Oncoclínicas confirmou que recebeu, no dia 24 de março, uma oferta não vinculante de financiamento da MAK Capital e da Lumina Capital, no valor de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões.
Essa proposta seria feita a partir da constituição de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) e da cessão de R$ 200 milhões de recebíveis ao FIDC.
No entanto, entre as exigências, está a alienação fiduciária de ações de um hospital que não pertence mais à companhia. "Neste momento, a administração da companhia está avaliando alternativas de estruturação de uma operação viável, que permita dar prosseguimento à negociação com a MAK e a Lumina", afirmou.
A Oncoclínicas, no entanto, negou que tenha recebido uma oferta de cerca de R$ 1 bilhão da Starboard, que envolveria aumento de capital e conversão de dívida, segundo noticiado ontem.
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