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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

FUSÃO NO OFFSHORE

Nova gigante à vista? OceanPact (OPCT3) anuncia fusão com CBO e cria potência de serviços marinhos com R$ 13,6 bilhões em contratos

Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro

Camille Lima
Camille Lima
28 de fevereiro de 2026
11:17 - atualizado às 15:26
Oceanpact (OPCT3) vence ação contra Petrobras
Imagem: Divulgação

Em um setor em que escala é sinônimo de sobrevivência, a OceanPact (OPCT3) decidiu que era hora de subir de patamar. A companhia anunciou na últma sexta-feira (28) a combinação de negócios com a CBO Holding.

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A operação cria uma estrutura de serviços com 73 embarcações e cerca de R$ 13,6 bilhões em contratos já firmados. Os valores da transação não foram divulgados.

Se o plano sair como desenhado, nasce uma das maiores estruturas integradas de embarcações e serviços de apoio marítimo do Brasil, com presença internacional e musculatura suficiente para disputar projetos de maior porte — e de maior margem.

A nova união da OceanPact (OPCT3)

Nos termos da transação, a OceanPact emitirá cerca de 275 milhões de novas ações para os acionistas da CBO, em uma relação de troca próxima de 2 ações da OceanPact para 1 ação da CBO.

Ao final do processo, os atuais sócios da CBO passarão a deter aproximadamente 58% do capital total da companhia combinada.

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Hoje, a OceanPact vale cerca de R$ 1,9 bilhão na bolsa, com as ações negociadas a R$ 9,56. Entre os principais acionistas estão Flávio Nogueira Pinheiro Andrade, com 30,75%, e a gestora Dynamo, com 12,3%.

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Do lado da CBO, o capital é dividido entre nomes de peso. Fundos ligados ao Pátria detêm cerca de 38%, o BNDES Participações (BNDESPar) tem outros 19% e a Vinci também aparece com participação relevante, com cerca de 38% das ações, segundo dados da companhia.

O acordo também estabelece um novo pacto de acionistas com duração de cinco anos. Nos dois primeiros anos, haverá compartilhamento de controle, além de período de restrição à venda de ações (lock-up).

A operação ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além da aprovação dos acionistas em assembleias marcadas para 30 de março de 2026 e do sinal verde de terceiros.

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A sinalização inicial é positiva: acionistas relevantes da CBO, incluindo o BNDES, já declararam apoio à operação, de acordo com a empresa.

Mais navios, mais contratos, crédito mais barato

A CBO opera atualmente 45 embarcações, enquanto a OceanPact soma outras 28. Juntas, as empresas chegam a 73 unidades e uma carteira de pedidos firmes (backlog) de R$ 13,6 bilhões.

O plano estratégico é ganhar escala para disputar contratos mais robustos e melhorar a estrutura de capital.

Afinal, empresas maiores tendem a acessar linhas de crédito em condições mais favoráveis, algo crucial em um setor intensivo em ativos e financiamento.

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Além disso, a diversificação da frota e da base de clientes pode reduzir volatilidade e aumentar previsibilidade de receitas.

A limpeza do balanço antes da fusão

Antes da combinação definitiva, haverá uma reorganização societária na OceanPact. A empresa vai separar ativos contingentes ligados à controlada UP Offshore, que envolvem disputas judiciais contra a Petrobras (PETR4) sobre contratos rescindidos no passado.

A lógica é isolar esses riscos — e eventuais ganhos — da nova companhia combinada. Valores líquidos que venham a ser recebidos nessas ações judiciais serão destinados exclusivamente aos atuais acionistas da OceanPact antes do fechamento da operação.

Para viabilizar a segregação, a estrutura prevê um aporte de R$ 2 milhões em uma holding, seguido de um cisão parcial, um resgate de ações com parcela contingente atrelada ao resultado dos processos e, por fim, a incorporação da CBO pela OceanPact.

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*Com informações do Money Times.

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