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Money Times

NA CARTEIRA

Hora de comprar: esta ação pode subir até 35% na bolsa, segundo a XP; entenda os gatilhos

A correta atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados

Money Times
6 de abril de 2026
16:10 - atualizado às 15:00
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Imagem: Shutterstock

A XP Investimentos projeta uma trajetória de alta para as ações da JHSF (JHSF3), holding focada em negócios de luxo, e o mercado comprou a tese. Negociadas fora do índice Ibovespa, os papéis registram fortes ganhos nesta segunda-feira (6) e figuram entre os destaques positivos do pregão.

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A valorização vem na esteira da divulgação do relatório da corretora nesta manhã, que manteve a recomendação de compra para JHSF3, com preço-alvo de R$ 14. O montante representa potencial de valorização de cerca de 34% frente à cotação atual.

Por volta das 14h55 (horário de Brasília), os papéis avançavam 5,94% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 10,52. No acumulado de 2026, sobem 36,6%.

Em relatório, a XP afirma que atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados.

Segundo a corretora, a JHSF entrou, nos últimos anos, em uma fase mais intensa de investimentos (capex), com o objetivo de se consolidar como uma plataforma focada em renda recorrente.

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“A empresa está acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em renda recorrente, aumentando a contribuição dos ativos geradores de receita”, diz a XP.

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Hotéis & Gastronomia: receita em moeda forte para a JHSF

De acordo com o relatório, a unidade de Hotéis & Gastronomia da JHSF segue em intensa expansão global, o que ampliará a diversificação geográfica e adicionará receitas em moedas fortes.

Segundo a XP, a companhia planeja abrir hotéis e restaurantes da marca Fasano em oito cidades nos próximos cinco anos:

  • Sardenha (primeira fase em 2026);
  • Londres, Miami, Punta del Este e Porto Feliz até 2027;
  • São Paulo e Cascais até 2028;
  • Milão até 2030.

Na avaliação da corretora, a estratégia aumentará a exposição a divisas como libra, dólar e euro, funcionando como um “hedge natural” e trazendo maior resiliência em momentos de volatilidade no Brasil.

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“Além disso, acreditamos que a exposição a novas famílias de alta renda ao redor do mundo pode ampliar o mercado endereçável da empresa no longo prazo.”

Shoppings e previsibilidade de receita

A XP também avalia que o segmento de shoppings no portfólio da companhia continua ganhando tração.

Entre as movimentações que chamam atenção da corretora são: a expansão da ABL (área bruta locável) do Catarina Outlet e do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e a abertura do Shops Faria Lima, no centro financeiro da capital paulista, até o fim de 2027.

“À medida que esses investimentos amadurecem, estimamos que cerca de 71% da receita [da JHSF] possa vir de fontes recorrentes até 2030, melhorando significativamente a visibilidade de resultados e a previsibilidade de fluxo de caixa, reduzindo a dependência da empresa do desenvolvimento imobiliário”, disse a corretora em documento.

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Aeroportos: uma joia escondida

Para além de hotéis, restaurantes e shoppings, a XP vê a unidade de aeroportos como um dos ativos mais promissores da JHSF.

Segundo a corretora, a companhia está expandindo suas operações para atingir 19 hangares, mas com capacidade de chegar a 24 no médio prazo.

Nesse segmento, de maneira geral, as receitas são geradas por meio do aluguel de hangares, serviços de FBO (como limpeza e polimento), venda de combustível e uso da pista.

“Além da expansão, pode haver demanda futura para a construção de um novo terminal, possivelmente voltado a voos comerciais, diante da limitação de capacidade de Congonhas e da oferta restrita de voos comerciais próximos ao centro de São Paulo, enquanto Guarulhos tende a se concentrar em cargas e voos internacionais”, avalia a corretora.

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Riscos no radar para a JHSF

Apesar do cenário positivo, a XP vê como principais riscos à tese de investimento eventuais atrasos em inaugurações, capex acima do esperado, vendas mais lentas de estoques e incertezas regulatórias no negócio de aviação.

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