O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Antonio Carlos Garcia ocupava o cargo desde janeiro de 2020 e renunciou para assumir a posição na Azul, no lugar de Alexandre Wagner Malfitani

A Embraer (EMBJ3) anunciou, na manhã desta segunda-feira (6), a renúncia do CFO Antonio Carlos Garcia, que ocupava o cargo desde 2020. O executivo deixará a companhia para assumir a mesma função na Azul (AZUL53), substituindo Alexandre Wagner Malfitani, um dos fundadores da aérea.
Por ora, o posto será ocupado interinamente pelo CEO da fabricante, Francisco Gomes Neto, que acumulará as funções até a definição de um novo nome pelo conselho de administração.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Embraer afirmou que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros, reiterando confiança na continuidade do desempenho e na solidez da posição financeira da companhia.
Já a Azul destacou entusiasmo com a chegada do executivo. Segundo o CEO John Rodgerson, a experiência de Garcia na Embraer — uma das principais parceiras da companhia — traz uma visão estratégica relevante para o negócio.
“Antônio fortalecerá ainda mais nossa equipe de liderança e terá papel fundamental na próxima fase da Azul”, afirmou. Garcia acumulará as funções de CFO e Diretor de Relações com Investidores (DRI). Um processo de transição com Malfitani começará a partir de 20 de abril.
Leia Também
Recentemente, as ações da empresa estão sofrendo na bolsa, com queda acumulada de quase 12% no último mês.
O receio do mercado recai justamente sobre as entregas para 2026. A guerra no Irã também piorou o cenário, com receio sobre atrasos ou cancelamentos na carteira de pedidos da companhia em meio à escalada das tensões geopolíticas e do avanço de preços dos combustíveis.
No entanto, segundo analistas, a parte operacional da companhia está indo bem. A Embraer divulgou um salto de 47% nas entregas no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período em 2025, e analistas do BTG Pactual, Itaú BBA e JP Morgan e XP enxergam um bom ponto de entrada para o papel.
Segundo a companhia, 44 aeronaves foram entregues, sendo 10 da aviação comercial — três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.
O volume da unidade de negócios cresceu 43% em relação ao ano passado, quando foram entregues sete aeronaves.
Na aviação executiva, a Embraer entregou 29 jatos, alta de 26%. O desempenho foi impulsionado pelo maior número de entregas tanto de jatos leves quanto de médio porte, refletindo a demanda sólida e contínua no segmento, destaca a companhia.
Em defesa e segurança, a empresa entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano, totalizando cinco aeronaves no trimestre.
Para 2026, a Embraer estima entregas entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial — crescimento de 6% ano contra ano — e entre 160 e 170 aeronaves na aviação executiva — também com aumento médio de 6% na comparação anual.
A companhia aérea saiu recentemente do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Olhando para frente, a Azul apresentou perspectivas que reforçam uma mudança de postura após a reestruturação. Em vez de priorizar crescimento acelerado, a companhia sinaliza um ano mais focado em eficiência, geração de caixa e preservação de margens.
Um dos principais pontos é a expectativa de redução relevante de custos estruturais. A empresa projeta cortar mais de 50% das despesas com juros e cerca de um terço dos gastos com arrendamento de aeronaves, o que deve resultar em uma economia recorrente estimada em aproximadamente R$ 2,2 bilhões por ano a partir de 2026.
Esse alívio financeiro é visto como o principal pilar para sustentar a desalavancagem e melhorar a rentabilidade ao longo do tempo.
Do lado operacional, o tom também é mais cauteloso. A Azul indicou que deve adotar uma abordagem disciplinada na expansão da capacidade, com previsão de queda de cerca de 1% na oferta doméstica já no segundo trimestre de 2026, na comparação anual.
A combinação de menor alavancagem, redução de despesas e crescimento mais contido aponta para um novo momento da empresa, mais orientado à sustentabilidade financeira do que à expansão agressiva.
Ainda assim, a Azul reconhece que as projeções dependem de fatores externos, como cenário macroeconômico, câmbio, preço do combustível e nível de concorrência, o que mantém o grau de incerteza elevado para a execução desse plano ao longo de 2026.
AÇÃO FICOU BARATA?
VEM CISÃO AÍ?
A TESE AZEDOU?
FÔLEGO EXTRA
INDO ÀS COMPRAS
PROGRAMA DE FIDELIDADE
O ADEUS DO ESTADO
ATENÇÃO, ACIONISTA
ESPAÇO PARA RECUPERAÇÃO?
ATENÇÃO CONSUMIDORES
NOVO PROGRAMA PARA CARRO NOVO
APÓS RESULTADOS FRACOS
SD ENTREVISTA
ATENÇÃO USUÁRIOS
HÁ DÉCADAS NA BOLSA
MAIS VALOR AO ACIONISTA
ADEUS BARRIGA DE CHOPE?
A CONTA NÃO FECHOU?
DESTAQUES
MINÉRIO DE FERRO