Fundo quer zerar posição na Espaçolaser (ESPA3) e sair do controle; oferta de ações pode movimentar até R$ 37 milhões
O Magnólia FIP protocolou uma oferta secundária para vender até 6,1 milhões de ações da Espaçolaser; entenda o que esperar agora

Cinco anos depois de levar a Espaçolaser (ESPA3) à bolsa, um dos fundos que dividiam o controle da companhia decidiu colocar toda a sua participação à venda.
O Magnólia FIP, ligado à gestora global de private equity L Catterton, protocolou uma oferta secundária de até 6.106.557 ações da MPM Corpóreos, dona da maior rede de depilação a laser do país.
Se todo o lote for vendido, o fundo deixará de ser acionista e sairá formalmente do bloco de controle.
Pelos cálculos da Espaçolaser, a oferta pode movimentar até R$ 37,25 milhões. O montante ajuda a dimensionar a reprecificação enfrentada pela companhia desde a estreia na bolsa.
No IPO, a empresa chegou à B3 avaliada em cerca de R$ 4,35 bilhões; hoje, seu valor de mercado está próximo de R$ 216 milhões. Só em 2026, as ações ESPA3 acumulam queda de aproximadamente 40% na B3.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Espaçolaser afirmou que está em período de silêncio e não pode prestar esclarecimentos sobre aspectos específicos da oferta até a conclusão do processo. Você confere o posicionamento na íntegra abaixo:
Leia Também
"A companhia reforça que todas as informações relacionadas ao tema estão disponíveis de forma transparente ao público e aos investidores por meio de seu portal de relações com investidores.
Além disso, em cumprimento às regras do período de silêncio previstas na Resolução CVM 160, a Companhia está impedida de prestar esclarecimentos adicionais sobre aspectos específicos da oferta até a conclusão do processo.
A L Catterton é investidora da companhia desde 2016 e teve papel relevante em sua trajetória de crescimento e desenvolvimento. Ao longo desse período, a companhia consolidou sua posição de liderança no mercado, refletindo a força de seu modelo de negócios, a relevância de sua marca e sua capacidade de execução.
Como é característico da indústria de private equity, investimentos possuem horizonte definido de realização, e a participação da L Catterton na companhia completa 10 anos em 2026.
A companhia informa que segue operando normalmente, com foco total na execução de sua estratégia de negócios, disciplina operacional e geração de valor de longo prazo. Como a maior rede de depilação a laser do Brasil, reforça a solidez de sua operação, que conta com mais de 800 lojas em operação no país e na América Latina, além de uma base ativa superior a 5 milhões de clientes atendidos."
Espaçolaser: do IPO bilionário à oferta de até R$ 37 milhões
A saída do Magnólia chama atenção não apenas pela mudança na composição acionária, mas também pelo contraste com a avaliação atribuída à Espaçolaser quando a empresa chegou à bolsa.
Em fevereiro de 2021, as ações foram precificadas a R$ 17,90 no IPO, em uma operação que avaliava a companhia em aproximadamente R$ 4,35 bilhões. Hoje, a ação negocia a pouco menos de R$ 6,10.
Considerando essa cotação, a venda de toda a participação do Magnólia seria equivalente a cerca de R$ 37 milhões.
O preço final da oferta, contudo, ainda será definido após o procedimento de bookbuilding, quando investidores profissionais indicam o volume e o valor que estão dispostos a pagar pelos papéis.
Nessas condições, a operação poderá movimentar entre R$ 18,62 milhões, caso seja vendida a quantidade mínima de ações — correspondente à metade da participação do fundo —, e R$ 37,25 milhões, se todo o lote for colocado no mercado.
Outros detalhes da oferta de ações
O BTG Pactual coordena a oferta, que será destinada exclusivamente a investidores profissionais.
Como se trata de uma oferta secundária, os recursos não irão para o caixa da Espaçolaser. O valor levantado será destinado integralmente ao Magnólia, acionista vendedor.
A diferença é relevante para quem acompanha a companhia: em uma oferta primária, a empresa emite novas ações e pode usar os recursos para financiar investimentos, reforçar o capital de giro ou reduzir dívidas.
Neste caso, não haverá emissão de novos papéis — e, portanto, também não haverá diluição para os acionistas atuais.
Como fica o controle da Espaçolaser (ESPA3) agora?
A saída do Magnólia muda a composição do bloco de controle da MPM Corpóreos, mas não representa, por si só, uma mudança imediata na gestão da companhia.
Antes da operação, o fundo detinha 16,90% do capital da holding, mesma fatia do fundador Ygor Moura.
Também fazem parte do grupo de controle Paulo Morais, com 10,01%; a SMZXP, empresa ligada à apresentadora Xuxa Meneghel, com 2,55%; e José Carlos Semenzato, com 0,96%.
Para reduzir o risco de uma pressão adicional de venda após a saída de um acionista relevante, parte dos demais controladores assumiu um compromisso de lock-up de 90 dias.
Com isso, Ygor Moura, José Carlos Semenzato e a SMZXP não poderão vender suas ações no período nem realizar operações com derivativos que reduzam sua exposição econômica à companhia.
O acordo busca dar previsibilidade ao mercado durante a transição acionária.
Ainda assim, a venda da participação do Magnólia coloca uma nova variável na trajetória da Espaçolaser: quem ocupará o espaço deixado por um dos sócios que acompanhou a empresa desde a abertura de capital — e a que preço o mercado estará disposto a absorver essa fatia.
PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO