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Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

A Engie Brasil (EGIE3) divulgou na noite desta quarta-feira (25) os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) acompanhados do anúncio de uma nova rodada de dividendos aos acionistas.
Segundo o comunicado, o Conselho de Administração aprovou, em reunião realizada hoje, a proposta de pagamento de R$ 557,8 milhões em dividendos obrigatórios e complementares referentes ao exercício de 2025, equivalente a R$ 0,48828975686 por ação.
A proposta ainda será submetida à Assembleia Geral Ordinária (AGO), que definirá as datas de corte, crédito e pagamento dos valores.
Considerando todas as distribuições anunciadas ao longo do ano, o total de proventos propostos pela companhia em 2025 alcançou R$ 1,377 bilhão, ou R$ 1,20542677239 por ação.
O montante representa 55% do lucro líquido ajustado, com dividend yield de 4,2%, segundo a companhia.
O valor por ação já considera o aumento de capital realizado em dezembro de 2025 por meio de bonificação de ações, que ampliou a base acionária da empresa.
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Durante a teleconferência de resultados, o diretor financeiro da Engie, Pierre Leblanc, afirmou que a companhia não pretende elevar o percentual de distribuição de dividendos neste ano, já que busca preservar flexibilidade no balanço para capturar eventuais oportunidades de crescimento.
Segundo o executivo, o payout de 55% do lucro líquido distribuível deve ser mantido “pelo menos” até 2026, embora a política possa voltar a ser discutida futuramente.
Em dezembro, a geradora já havia aprovado o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 100 milhões (R$ 0,08754276626 por ação).
A data “ex” ocorreu em 19 de dezembro de 2025, enquanto o cronograma de pagamento ainda será definido pela diretoria executiva.
O anúncio dos dividendos veio junto com um resultado mais fraco na comparação anual.
A Engie registrou lucro líquido de R$ 727 milhões no quarto trimestre, queda de 33,3% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 2,858 bilhões, recuo de 33,6% na base anual.
Pelo critério ajustado, o lucro líquido anual ficou em R$ 2,84 bilhões, baixa de 15,6% frente ao ano anterior.
De acordo com a companhia, a retração do lucro foi puxada principalmente pelo impacto negativo do resultado financeiro líquido, além do aumento das despesas com depreciação e amortização.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,86 bilhão no 4T25, queda de 5,6% na comparação anual. Em 12 meses, o indicador atingiu R$ 7,66 bilhões, recuo de 12,5%.
Já o Ebitda ajustado — que exclui efeitos não recorrentes e outros impactos contábeis — alcançou R$ 7,64 bilhões em 2025, alta de 2,9% ante 2024, sinalizando maior estabilidade operacional.
Na contramão do lucro, a receita operacional líquida avançou. Entre outubro e dezembro, a companhia faturou R$ 3,42 bilhões, crescimento de 4,5% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 12,86 bilhões, alta de 14,6% frente a 2024.
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