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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

OUTRA BOIA SALVA-VIDAS?

Em meio à crise, Oncoclínicas (ONCO3) aposta em aliança de até R$ 1 bilhão com a Porto (PSSA3); CFO renuncia

Parceria prevê nova empresa para reunir cerca de 200 clínicas, enquanto grupo negocia dívidas e troca o comando financeiro

Camille Lima
Camille Lima
16 de março de 2026
9:59 - atualizado às 10:52
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3).
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3). - Imagem: Divulgação

Oncoclínicas (ONCO3) pode estar prestes a ganhar um aliado de peso para tentar sair da crise financeira que vivencia há consecutivos trimestres.  

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A companhia de tratamento oncológico confirmou na noite do último domingo (15) que firmou um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro (PSSA3) para uma potencial injeção de capital que pode chegar a R$ 1 bilhão — operação que envolve a criação de uma nova empresa dedicada às clínicas de oncologia do grupo. 

A transação, ainda em fase preliminar, busca combinar duas frentes complementares: de um lado, a liderança da Oncoclínicas no tratamento de câncer; de outro, a capacidade de investimento e a ampla base de clientes da Porto, uma das maiores seguradoras do país. 

O acordo foi assinado na última sexta-feira e prevê que a nova sociedade concentre os ativos e as operações das clínicas oncológicas atualmente controladas pela Oncoclínicas. A companhia, no entanto, continuaria responsável por outras frentes do negócio, como seus hospitais. 

A confirmação da negociação veio depois que uma reportagem do Brazil Journal revelou os detalhes do possível acordo. No sábado, a Porto Seguro já havia indicado que analisava oportunidades de investimento no setor de saúde, incluindo ativos ligados à Oncoclínicas. 

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Em nota ao mercado, a seguradora afirmou que avalia de forma permanente potenciais investimentos em diferentes negócios e verticais — entre eles, “certos negócios explorados pela Oncoclínicas”. 

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As ações da Oncoclínicas abriram em forte alta nesta segunda-feira (16). Logo na abertura do pregão, ONCO3 saltava 10,27%, a R$ 2,04. Desde o acumulado de 2026, no entanto, a rede de tratamentos oncológicos ainda amarga desvalorização de quase 25% na B3.

Por sua vez, a Porto não reagiu com tanto entusiasmo na bolsa. Em dia positivo para o Ibovespa, os papéis chegaram a cair mais de 0,5% no início do dia, e marcavam leve alta de 0,12% no mesmo horário, a R$ 49,37. Desde janeiro, o saldo ainda é positivo em 2%.

Possível parceria em meio à pressão financeira 

A aproximação entre as duas companhias emerge quase que como uma nova boia salva-vidas para a Oncoclínicas. Nos últimos trimestres, o grupo tem enfrentado uma pressão crescente sobre sua liquidez e negocia com credores a reestruturação de sua dívida.  

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Nesse contexto, a entrada de um investidor estratégico poderia não apenas reforçar o caixa da operação de clínicas, mas também ajudar a reorganizar a estrutura financeira da companhia. 

Se confirmada, a parceria tem potencial para criar um novo ecossistema de saúde voltado ao tratamento oncológico, combinando a expertise médica da Oncoclínicas com a capacidade de distribuição e relacionamento com clientes da Porto. 

Ainda assim, a decisão de avançar com as negociações não foi unânime dentro da companhia. Segundo a empresa, os conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos manifestaram voto contrário à assinatura do termo de compromisso. 

Os detalhes do acordo bilionário entre Oncoclínicas e Porto 

Pelo desenho discutido entre as duas companhias, a Oncoclínicas separaria sua rede de aproximadamente 200 clínicas em uma subsidiária dedicada exclusivamente a essa operação. 

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Essa estrutura seria então transferida para uma nova empresa — a chamada NewCo — que receberia o investimento da Porto Saúde. 

Alguns ativos estratégicos ficariam de fora da transação. Entre eles estão os hospitais da Oncoclínicas e a operação internacional da companhia na Arábia Saudita, que permaneceriam diretamente sob o controle da empresa. 

Do lado da Porto, o acordo prevê um aporte inicial de R$ 500 milhões em troca do controle do capital votante da nova companhia e de uma participação de pelo menos 30% no capital social total

O investimento, no entanto, não se limitaria a esse valor inicial. A estrutura da operação também inclui a emissão de debêntures conversíveis em ações no valor de outros R$ 500 milhões

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Esses títulos teriam prazo de quatro anos e remuneração equivalente a 110% do CDI, além da possibilidade de conversão em participação acionária.  

Na prática, o instrumento permitiria à Porto ampliar sua fatia societária na empresa no futuro, caso o negócio se valorize. 

Segundo a Oncoclínicas, o arranjo também abre espaço para a transferência de parte de seu endividamento para a nova empresa, o que ajudaria a otimizar a estrutura de capital do grupo e permitir que cada unidade do negócio se concentre em sua especialidade. 

O acordo prevê ainda mecanismos de ajuste de participação, como cláusulas de earn-out e earn-in, que podem alterar a divisão acionária entre as empresas de acordo com o desempenho da operação ao longo do tempo. 

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As companhias afirmaram que a negociação não envolve qualquer mecanismo de antecipação de recursos para compensação de despesas médicas. Segundo elas, o foco da parceria está na reorganização societária e na eficiência operacional das clínicas. 

As condições para o negócio sair do papel 

Apesar do anúncio, a operação ainda está longe de ser considerada definitiva. O documento assinado entre as empresas é um termo de compromisso não vinculante, o que significa que não há, neste momento, obrigação formal de concluir o investimento. 

Mesmo assim, a Oncoclínicas se comprometeu a negociar exclusivamente com a Porto por um período de 30 dias.  

Durante esse intervalo, as companhias devem conduzir uma due diligence detalhada — processo que inclui auditoria dos ativos, análise financeira e a elaboração dos documentos finais da transação. 

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Outro ponto central para a concretização do acordo envolve a própria situação financeira da Oncoclínicas. 

A conclusão do negócio depende da renegociação e do reperfilamento das dívidas da companhia com seus credores, etapa considerada crucial para estabilizar o balanço do grupo. 

Além disso, a operação ainda precisará passar pelo crivo de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além de obter aprovações internas de acionistas e credores. 

Mudança no comando financeiro da Oncoclínicas (ONCO3) 

Em paralelo às negociações com a Porto, a Oncoclínicas também anunciou uma mudança em seu alto escalão. 

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O conselho de administração aprovou, por maioria, a eleição de Marcel Cecchi Vieira para os cargos de vice-presidente executivo, diretor financeiro (CFO) e diretor de relações com investidores (DRI). 

Segundo a companhia, o executivo assumirá as funções de forma interina. 

A movimentação ocorre após a renúncia de Camile Loyo Faria, que ocupava os mesmos cargos. Ex-CFO da Americanas, Faria deixou a empresa sem detalhes sobre os motivos para sua saída. 

A mudança na alta cúpula da Oncoclínicas acontece menos de duas semanas após a troca de presidente do grupo. No início de março, o fundador, Bruno Ferrari, renunciou ao cargo de CEO

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O conselho elegeu Carlos Gil Moreira Ferreira para assumir de forma interina a posição, até a conclusão do processo de sucessão. 

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