Casino livre para sair à francesa? Pão de Açúcar (PCAR3) falha em travar ações do ex-controlador em disputa bilionária
O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária

Embora o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) venha se movimentando para evitar que seu antigo acionista controlador, o Casino, saia 'à francesa' da operação, as tentativas até aqui têm surtido pouco efeito.
A companhia informou nesta segunda-feira (13) que o Tribunal Arbitral negou um pedido do GPA que buscava bloquear as ações remanescentes pelo grupo europeu, bem como eventuais recursos provenientes da venda desses papéis. Com a negativa, o antigo controlador segue livre para negociar sua fatia no capital da varejista.
A solicitação foi feita dentro da arbitragem aberta em maio de 2025, que trata de uma cobrança da Receita Federal sobre possíveis valores de Imposto de Renda pagos a menos entre 2007 e 2013. O potencial passivo tributária é de cerca de R$ 2,5 bilhões.
A discussão envolve o uso do chamado ágio. Quando uma empresa compra outra por um valor maior do que o seu patrimônio, essa diferença pode ser usada para reduzir o imposto a pagar em determinadas situações.
No entanto, a Receita enquadrou a companhia por entender que esse mecanismo não foi corretamente aplicado e agora cobra a diferença. A disputa busca definir se essa conta é válida e quem deve arcar com ela.
A preocupação do GPA aumentou com os rumores de que o grupo francês estaria determinado a vender completamente sua fatia na varejista e sair do Brasil.
Leia Também
Não é uma derrota definitiva para o Pão de Açúcar
A decisão não representa uma derrota definitiva do Grupo Pão de Açúcar na disputa contra o Casino, mas impõe um revés relevante no curto prazo. Isso porque o colegiado rejeitou apenas o pedido de tutela cautelar, uma medida emergencial que buscava bloquear as ações ainda detidas pelo grupo francês ou os recursos de uma eventual venda desses papéis.
O GPA tentou evitar que o Casino se desfizesse de sua participação antes do desfecho da arbitragem. A saída da francesa poderia dificultar a execução de uma eventual decisão favorável à companhia brasileira no futuro.
A disputa do GPA sobre o potencial passivo de R$ 2,5 bilhões
A discussão envolve o uso do chamado ágio. Quando uma empresa compra outra por um valor maior do que o seu patrimônio, essa diferença pode ser usada para reduzir o imposto a pagar em determinadas situações.
No entanto, a Receita enquadrou a companhia por entender que esse mecanismo não foi corretamente aplicado e agora cobra a diferença. A disputa busca definir se essa conta é válida e quem deve arcar com ela.
A preocupação do GPA aumentou com os rumores de que o grupo francês estaria determinado a vender completamente sua fatia na varejista e sair do Brasil.
O histórico de problemas tributários do GPA
Apesar de ter recorrido à recuperação extrajudicial para equacionar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas, o GPA convive com uma ameaça potencial ainda maior no radar. A companhia carrega potenciais passivos tributários que podem chegar a R$ 17 bilhões. Esse caminhão de dinheiro é hoje a principal preocupação do mercado em relação a empresa.
Esse volume bilionário aparece nas notas explicativas das demonstrações financeiras. Ali, a companhia detalha cerca de R$ 16,9 bilhões não provisionados que incluem processos administrativos e judiciais, além de discussões sobre imposto de renda e acordos de indenização ligados a operações passadas. Esse valor está classificado como perda possível. Nesse caso, a provisão não é obrigatória.
Além disso, há R$ 1 bilhão provisionado para contingências fiscais destacados como perda provável, principalmente em disputas tributárias e tratamentos incertos de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Em comum entre os dois passivos é que nenhum deles faz parte do plano de recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar. Esses montantes não são reconhecidos no passivo uma vez que ainda tramitam na justiça sob sigilo. Mesmo assim, representam um risco potencial relevante; entenda detalhes nesta reportagem especial do Seu Dinheiro.
Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?
A festa da bolsa ainda não acabou: BTG aponta onde a queda dos juros pode abrir espaço para mais altas
8 de outubro de 2026 - 13:33SINAL VERDE
GPA (PCAR3) vai virar a página? Justiça dá aval a plano de recuperação extrajudicial; ação dispara até 10% na B3
7 de outubro de 2026 - 14:17VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3) sob pressão: Citi diz o que está no caminho da mineradora; saiba o que fazer com a ação agora
6 de outubro de 2026 - 19:05NO MEIO DO CAMINHO
Banrisul (BRSR6) ainda não conquistou o UBS BB — mas apostar contra a ação ficou mais difícil; analistas elevam recomendação
6 de outubro de 2026 - 17:02SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES