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REESTRUTURAÇÃO EM ANDAMENTO

Azul (AZUL53) fecha acordo de US$ 300 milhões com American Airlines, United Airlines e credores para sair do Chapter 11; ações sobem até 4,5%

Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas

Aeronave da Azul (AZUL4)
Aeronave da Azul - Imagem: iStock.com/miglagoa

A Azul (AZUL53) avançou mais uma etapa no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e fechou os aditamentos aos acordos de investimento (equity investment agreements, ou EIAs) com a American Airlines e a United Airlines.

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Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que as duas aéreas norte-americanas se comprometeram, separadamente, a investir US$ 100 milhões cada uma na empresa.

Na prática, são US$ 200 milhões em capital novo, mais de R$ 1 bilhão, para reforçar o caixa e sustentar a saída do Chapter 11, "reforçando a estrutura de capital da Azul e apoiando a execução do Plano e as operações da companhia", disse a Azul.

O mercado reagiu bem à notícia. Por volta das 14h26 (de Brasília), AZUL53 subia 4,52% no Ibovespa.

VEJA TAMBÉM: AZUL53 saiu do vermelho? Entenda as perspectivas para a aérea diante da recuperação judicial

US$ 200 milhões das aéreas

O aporte da United será feito dentro da oferta pública de ações já anunciada em 3 de fevereiro, com liquidação prevista para 20 de fevereiro de 2026 por meio de uma equity rights offering (ERO) — uma oferta de ações com direito de preferência aos atuais acionistas.

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Já o investimento da American deve ocorrer por meio da emissão de bônus de subscrição (warrants).

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Para que a empresa exerça integralmente esses bônus — e tenha direito às ações e aos respectivos direitos econômicos e políticos — será necessário cumprir condições previstas em contrato, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Mais US$ 100 milhões de credores da Azul

Além dos US$ 200 milhões das duas companhias aéreas, a Azul também fechou um Acordo de Investimento Adicional com determinados credores, que prevê outros US$ 100 milhões em aportes, também no contexto da oferta pública.

A empresa ainda assinou acordos de subscrição de warrants com a United e com as chamadas Partes do Investimento Adicional.

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Se esses bônus forem exercidos, os valores investidos podem aumentar em até cerca de US$ 15 milhões (no caso da United) e US$ 10 milhões (no caso dos credores).

O que ainda precisa acontecer

Segundo a Azul, a entrada efetiva dos recursos depende do cumprimento de etapas típicas desse tipo de operação, como:

  • o período para que os atuais acionistas exerçam o direito de preferência;
  • a entrada em vigor do plano de reorganização;
  • a conclusão da oferta pública (ERO);
  • eventuais aprovações regulatórias.

Nesta reportagem, o Seu Dinheiro mapeia o que esperar da Azul depois da saída da recuperação judicial.

Risco de diluição

A companhia aérea afirmou que a diluição potencial total não deve ultrapassar os limites já notificados ao mercado na documentação da oferta.

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Ainda assim, a empresa alertou que os acionistas que decidirem não exercer seus direitos de preferência podem sofrer uma diluição relevante com a operação.

“A diluição potencial total decorrente de todos os instrumentos mencionados acima não excederá os limites já divulgados ao mercado por meio da documentação aplicável do ERO e, conforme previamente informado pela companhia, poderá resultar em diluição significativa para os atuais acionistas da que optarem por não exercer seus respectivos direitos de prioridade ou de preferência”, declarou a aérea.

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