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Dívida líquida dos clubes da Série A chega a R$ 14,3 bilhões em 2025, enquanto receitas batem recorde impulsionadas por direitos de transmissão, premiações e venda de jogadores

O brasileiro que precisa de um “Desenrola”, programa do Governo Federal criado para reduzir o endividamento, não está sozinho. Os clubes brasileiros também viram suas dívidas dispararem em 2025, embora a receita tenha crescido no período.
Segundo levantamento da EY, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo, o endividamento líquido dos 20 clubes da Série A de 2025 soma R$ 14,3 bilhões, alta de 15% em relação ao ano anterior.
Outras formas de endividamento também cresceram, como as dívidas tributárias e os empréstimos, acompanhando o movimento de inflação dos valores de mercado e dos grandes aportes na indústria do futebol.
Entre os clubes, Atlético-MG e Botafogo lideram, com dívidas superiores a R$ 2 bilhões, seguidos por Corinthians e Palmeiras, com endividamento líquido de aproximadamente R$ 1 bilhão.
José Ronaldo Rocha, sócio de tecnologia, mídia, entretenimento e telecomunicações (TMT) da EY para a América Latina, ressalta, porém, que “as dívidas do Corinthians relacionadas à Arena estão em uma demonstração financeira separada da demonstração do clube”.
Veja a lista abaixo dos clubes mais endividados:
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Ainda segundo o estudo, o Bahia se destacou pela redução de 80% de suas dívidas, que passaram de R$ 821 milhões em 2024 para R$ 168 milhões em 2025.
“Essa redução ocorreu pela conversão de mútuo entre Bahia e Grupo City. Ou seja, o empréstimo será transformado futuramente em capital social, deixando de ser dívida e passando a ser um adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC)”, explica o executivo.
Já o Ceará foi o clube que apresentou o maior aumento proporcional, com alta de 267%, passando de R$ 44 milhões em 2024 para R$ 161 milhões em 2025.
“Esse crescimento se deve principalmente ao aumento dos empréstimos realizados no período, que saltaram de R$ 21 milhões para R$ 84 milhões. Além disso, o acesso do Ceará à primeira divisão no ano passado elevou a folha salarial, o que se traduziu em um aumento significativo nas obrigações tributárias do clube”, afirma José.
Outra forma de analisar a saúde financeira dos clubes é comparar a relação entre endividamento líquido e receita total, indicador que mostra quantas vezes a receita de um clube representa seu endividamento líquido.
Nesse aspecto, o Atlético-MG apresentou o maior índice, com endividamento líquido equivalente a 3,44 vezes sua receita total, seguido por Corinthians e São Paulo, com indicadores de 2,81 e 2,24, respectivamente.
“Esse índice nos dá um panorama mais assertivo da situação financeira de cada clube individualmente”, pontua José Ronaldo.
Apenas seis clubes da Série A tiveram endividamento líquido inferior à receita: Fluminense (0,99), Ceará (0,84), Palmeiras (0,83), Bahia (0,69), Fortaleza (0,66) e Flamengo (0,42).

Enquanto isso, Juventude e Mirassol não apresentaram endividamento líquido no período analisado.
Já em relação ao endividamento tributário, os quatro primeiros colocados — Corinthians, Botafogo, Fluminense e Atlético-MG — concentraram, juntos, 62% de toda essa dívida. Outros casos também chamam atenção, como os clubes que conseguiram reduzir esse passivo e aqueles que ampliaram os débitos tributários.
Juventude, Internacional e São Paulo reduziram suas dívidas tributárias em 35%, 19% e 9%, respectivamente, na comparação com 2024. Já Cruzeiro, Fortaleza e Grêmio ampliaram essas dívidas em cerca de 157%, 76% e 67%, respectivamente.
Por fim, em relação ao endividamento por empréstimos, o RB Bragantino ocupa a vice-liderança. No entanto, diferentemente de outros clubes, trata-se de um empréstimo com a matriz da empresa austríaca, sem incidência de juros e sem data de vencimento.
Na outra ponta, os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro registraram receita total de R$ 14,9 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 33% em relação ao ano anterior. Na comparação entre 2021 e 2025, a expansão chega a 73%.
Apesar disso, há forte concentração entre os clubes. Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense representam, juntos, 49% dos quase R$ 15 bilhões em receitas.
A transferência de jogadores também impulsionou as receitas dos clubes, somando R$ 3,9 bilhões — avanço de 45% em relação a 2024. Já os direitos de transmissão e premiações responderam por R$ 4,9 bilhões.
“A primeira edição da Copa do Mundo de Clubes foi um diferencial nesse aspecto. A competição trouxe receitas relevantes para os times participantes, principalmente para o Fluminense, único clube brasileiro a chegar à semifinal da Copa do Mundo de Clubes"
O clube teve aumento de aproximadamente 247% em relação a 2024, passando de R$ 167 milhões para R$ 580 milhões em receitas com direitos de transmissão e premiações”, destaca Rocha.
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