Allos (ALOS3) se une à Kinea para criar fundo imobiliário de shopping centers; confira os detalhes da parceria e da oferta primária do novo FII
A empresa informou que a aliança abre “um ciclo de crescimento” e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos

O que acontece quando duas gigantes do mercado de shopping centers se unem? No caso da Allos (ALOS3) e da Kinea, o resultado foi um novo fundo imobiliário com nada mais, nada menos que sete empreendimentos e um cap rate [taxa de capitalização] médio de aproximadamente 9,5%.
Nesta manhã de sexta-feira (10), a construtora divulgou um fato relevante anunciando a parceria com a Kinea, gestora de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Segundo o documento, elas firmaram um Memorando de Entendimento (MOU) para a criação do Kinea ALLOS Malls FII.
A Allos ainda informou que o fundo realizará uma oferta primária de cotas, que terá um volume final de, no mínimo, R$789,5 milhões e, no máximo, R$1.973,7 bilhão.
Procurada, a Kinea não informou o ticker do FII nem se a oferta será restrita a investidores institucionais.
Ainda assim, as duas instituições já sabem o que fazer com os recursos da captação: rechear o novo FII com participações em ativos maduros da construtora. De acordo com a companhia, os empreendimentos que devem compor o fundo imobiliário são:
- 49,0% a 100,0% do Shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo (SP);
- 65,0% do Caxias Shopping, localizado em Duque de Caxias (RJ);
- 4,5% a 53,0% do Bangu Shopping, em Bangu (RJ);
- 12,0% a 40,0% do Shopping Parangaba, em Fortaleza (CE);
- 11,0% a 50,1% do Plaza Sul Shopping, em São Paulo (SP);
- 10,0% a 12,0% do Shopping Villa-lobos, em São Paulo (SP); e
- 5,0% a 15,0% do Shopping Tamboré, localizado em Baurueri (SP).
A aquisição dos ativos será realizada da seguinte forma: pagamento de 80% à vista, que compreende uma parcela em dinheiro; e 20% a prazo, em três parcelas iguais.
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Os vencimentos serão de 24 meses, 36 meses e 48 meses a partir da liquidação da oferta de cotas.
A estratégia por trás da parceria entre Allos e Kinea
Em documento, a Allos informou que a parceria abre “um ciclo de crescimento” para a empresa, além de gerar receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos.
"[A aliança] cria oportunidades de gestão de portfólio e permite aquisições conjuntas no futuro, sem alterar a atual estratégia de remuneração aos acionistas”, disse a empresa.
Já a Kinea afirmou ao Seu Dinheiro que a união combina “a expertise operacional da Allos com a capacidade de gestão e distribuição da Kinea”. Para a gestora, a operação destrava valor para a construtora por meio de eficiência operacional, gestão ativa e ganho de escala.
“O fundo permite monetizar parte do portfólio da Allos ao mesmo tempo em que mantém influência na gestão dos ativos”, comentou a Kinea.
A Allos terá participação igualitária na gestão do FII e será cotista com, inicialmente, 24% de participação, assim como atuará como administradora dos shoppings e coproprietária de parte dos ativos.
O documento prevê, ainda, o direito de primeira oferta do Kinea ALLOS Malls FII em relação aos ativos imobiliários integrantes do portfólio da construtora.
Além disso, o FII passa a ter direito de participar conjuntamente com a Allos de novas aquisições de ativos imobiliários com atividade de shopping center. A companhia seguirá podendo realizar vendas, parcerias em aquisições ou investimentos de ativos com outros fundos imobiliários, porém precisará cumprir as obrigações do acordo com a Kinea.
A conclusão da operação entre as duas instituições ainda está sujeita a determinadas condições, incluindo o direito de preferência.
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