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O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
Ter estômago para ver um ativo despencar na bolsa e mantê-lo na carteira não é para qualquer um, mas, às vezes, é importante respirar e se manter firme em uma posição.
É justamente esse o caso de quem aguentou o frio na barriga da queda de 14% do fundo imobiliário TG Ativo Real (TGAR11), da gestora TG Core Asset, nos últimos três dias.
Segundo o BB Investimentos (BB-BI), não é hora de vender as cotas, e a reação do mercado nesta sexta-feira (30), reforça a tese. Por volta das 11h40, o TGAR11 subia 1,81%, a R$ 81,98.
O papel sofre uma debandada desde terça-feira (27), quando a administradora revisou para baixo a projeção de rendimentos do FII para uma faixa entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota.
O TGAR11 possui patrimônio líquido (PL) de mais de R$ 2,5 bilhões investidos em 177 ativos, sendo 141 deles projetos imobiliários (equity).
Apesar da redução, o analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados. Na visão do especialista, o novo guidance de rendimentos ainda é atrativo, representando um retorno com dividendos entre 10,5% e 15%.
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Apesar da grande diversificação do portfólio do TGAR11, com ativos em 23 estados, o ciclo de juros altos afetou o ritmo de venda dos imóveis do fundo, sem que ele conseguisse mitigar esses efeitos. Logo, isso trouxe uma receita menor ao FII.
Na avaliação do BB-BI, esse cenário se intensificou no fim de 2025. Além disso, a empresa demorou mais para receber os repasses dos financiamentos das unidades vendidas. Também precisou adiantar os pagamentos das vendas dos loteamentos Cipasa/NovaColorado.
Consequentemente, esses fatores levaram a gestão a adotar um guidance mais conservador no seu relatório gerencial mais recente.
“Os projetos imobiliários apresentam desempenho atrelado a fatores macroeconômicos como emprego, renda e juros, respondendo por cerca de 83% do PL do fundo e por 85% da receita”, avalia o BB-BI.
O BB Investimentos ressalta, no entanto, que mais de 72% dos projetos imobiliários estão com obras adiantadas (com 80% ou mais finalizadas), reduzindo o risco de execução.
A recuperação do fundo ainda depende das vendas, mas a gestora do fundo, a TG Core, está intensificando ações de marketing digital e reforçando o time de vendas, buscando manter o ritmo de comercialização, afirma o BB.
Na análise da instituição, as oscilações no ritmo de vendas são naturais no segmento de incorporação, especialmente em ativos sem incentivos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), como o TGAR11.
“Portanto, considerando a provável entrada em um ciclo de cortes de juros em 2026, o que pode levar a uma possível reaceleração das vendas de unidades, seguimos com visão positiva para o TGAR11”, diz o relatório.
*Com informações do Money Times.
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