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PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

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11 de março de 2026
16:41
Fachada de academia Smart Fit em São Paulo
Fachada de academia Smart Fit em São Paulo - Imagem: Shutterstock

A busca das pessoas pelo shape parece ter gerado bons frutos para a Smart Fit (SMFT3). O grupo de atividades fitness — seja musculação, spinning na Velocity, yoga na Vydia e outros exercícios — agradou o mercado após a divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2025, e as ações chegaram a saltar 6,8% nesta quarta-feira (11).

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Às 16h30, os papéis registram alta de 1,87%. No ano, no entanto, acumulam 17,8% de queda.

A rede de academias reportou um lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões no 4T25, um crescimento de 19% sobre o mesmo período do ano anterior. 

Outro desempenho destacado pela empresa foi a receita líquida, que atingiu R$1,9 bilhão no trimestre, um avanço de 26% em relação ao 4T24.

Na visão dos analistas do BTG Pactual, a Smart Fit apresentou um conjunto de resultados “sólidos”, com destaque para o forte crescimento da receita e do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). 

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O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, foi de R$ 610 milhões no trimestre, uma alta de 27% em comparação com o ano passado. De acordo com o banco, a cifra registrada está de acordo com as expectativas.

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Os analistas defendem que a Smart Fit é “uma das teses mais consensuais entre os investidores locais” e deve continuar “se destacando como uma das principais histórias de carrego no setor de varejo da América Latina”.

Com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30, a estimativa é de que a ação acumule ganho de 56% em relação à cotação desta quarta. Na visão do banco, a tese de investimento se sustenta por três fatores:

  1. Escala incomparável em toda a América Latina;
  2. Números de alto retorno com margens em melhoria graças à alavancagem operacional; e
  3. Exposição a um mercado fragmentado — com muitos outros players menores — com espaço para consolidação.

Crescimento gerou ‘dores’ para a empresa no trimestre

O número de clientes da rede de academias cresceu 8% no 4T25, alcançando 5,2 milhões. Além disso, a companhia encerrou o trimestre com quase 2,1 mil academias em 16 países, um crescimento de 20%.

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Nesta quarta, a Smart Fit também anunciou previsão de abertura de 330 a 350 academias ao longo de 2026, sendo cerca de 80% compostas por unidades próprias. Esse número implica em uma taxa de crescimento anual entre 16% e 17%.

“A continuidade do plano de expansão da companhia, com a projeção de aberturas das unidades para o ano de 2026, reforça a alta escalabilidade das operações de academias”, disse a Smart Fit em comunicado ao mercado.

Embora o aumento tenha sido positivo, o BTG chamou a atenção para as “dores de crescimento” da Smart Fit.

A margem bruta do Brasil caiu 110 pontos-base na comparação anual, impactada pela abertura de 88 unidades no trimestre. 

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Já a margem do México caiu 400 pontos-base na mesma base de comparação, pressionada pela receita média estável por academia própria e custos de mão de obra mais elevados por academia durante o período. 

“As margens ficaram sob pressão devido aos investimentos na Totalpass e às despesas relacionadas com a abertura de novas unidades, impulsionadas pela maior concentração de aberturas de academias durante o período e pelo aumento dos custos associados às unidades atualmente em fase de expansão”, disseram os analistas em relatório.

O TotalPass ganha espaço

A equipe de analistas do BTG Pactual também destacou que o TotalPass, plataforma que tem 40 mil academias parceiras no Brasil e no México, “assumiu um papel cada vez mais estratégico no negócio principal da empresa, expandindo sua relevância na geração de demanda, na recorrência de usuários e na diversificação das fontes de receita em todo o ecossistema”. 

Em 2025, as visitas dos membros do TotalPass representaram cerca de 15% do total de usuários nas academias próprias da Smart Fit no Brasil. No ano anterior, o percentual era de 13%. 

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Além disso, o TotalPass representou 12% das receitas da companhia, um crescimento de 4% em relação a 2024. 

Segundo o banco, os investimentos no TotalPass pressionaram as margens da companhia no trimestre e devem continuar pesando no curto prazo.

No entanto, enxerga a plataforma como fator estrutural da Smart Fit e considera que “o poder de ganhos no médio prazo pode melhorar se o TotalPass continuar crescendo, a diferença de descontos continuar diminuindo e a utilização preencher a capacidade incremental”.

*Com informações do Money Times

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