Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
O primeiro pregão de 2026 não começou azul para os frigoríficos brasileiros. As ações da Minerva (BEEF3) e da MBRF (MBRF3) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta (2), após a China anunciar, no apagar das luzes de 2025, restrições e tarifas às importações de carne bovina.
O país asiático adotou salvaguardas para proteger a produção doméstica, aplicando tarifas sobre as importações da proteína que excederem a cota de cada país.
No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas, e as exportações que ultrapassarem esse volume pagarão uma sobretaxa de nada menos que 55%, em adição aos 12% de imposto de importação já vigentes anteriormente.
Além do Brasil, também foram atingidos outros importantes fornecedores de carne bovina à China, como Austrália e Estados Unidos.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil acompanha o tema com atenção e dialogará com Pequim em nível bilateral e no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para reduzir os efeitos da medida.
Por volta de 14h20, as ações da Minerva caíam 6,77%, a R$ 5,37, enquanto os papéis da MBRF recuavam 4,50%, a R$ 19,08. No mesmo horário, o Ibovespa cedia 0,51%, a 160.311 pontos. Em Nova York, as ações da JBS perdiam 1,27%, a US$ 14,24.
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“Nossa principal preocupação é que a China talvez deixe de ser vista como o principal motor de crescimento do setor, o que pode pesar no perfil de crescimento de longo prazo dos exportadores de carne bovina”, acrescentaram em relatório.
A equipe da Genial Investimentos também avaliou que a escassez global de carne e demanda firme tendem a amortecer parte do efeito no curto prazo.
“O Ministério da Agricultura indicou que atuará para mitigar impactos, o que pode reduzir incertezas ao longo da implementação”, acrescentou em comentário publicado no site nesta sexta-feira.
*Com informações do Money Times
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