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O Brasil terá uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas, e as exportações que ultrapassarem esse volume pagarão uma sobretaxa de nada menos que 55%, em adição aos 12% de imposto de importação já vigentes

Mal o Brasil se livrou das tarifas do presidente norte-americano Donald Trump a uma série de produtos, agora é a vez de lidar com uma nova taxação, desta vez de outro grande parceiro comercial: a China.
O Gigante Asiático impôs cotas de importação para carne bovina que atingiram as exportações brasileiras da proteína, com validade a partir desta quinta-feira (1) e duração prevista de três anos.
O Brasil terá uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas, e as exportações que ultrapassarem esse volume pagarão uma sobretaxa de nada menos que 55%, em adição aos 12% de imposto de importação já vigentes.
A China é o principal destino da exportação de carne bovina brasileira, e a sobretaxa será difícil de compensar, mesmo com o forte crescimento das vendas do produto para outros mercados asiáticos no último ano.
Indonésia, Vietnã, Cazaquistão e Macau, por exemplo, têm registrado taxas surpreendentes de crescimento, mas representam menos de 1% do total vendido pelo Brasil ao exterior.
Em nota conjunta divulgada na última quarta-feira (31), os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e das Relações Exteriores informaram que o governo brasileiro "tem agido de forma coordenada com o setor privado e seguirá atuando junto ao governo da China tanto em nível bilateral quanto no âmbito da OMC [Organização Mundial do Comércio]" para mitigar o impacto das medidas de restrição e tarifas impostas à carne bovina brasileira pelo país asiático.
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A nota diz ainda que o governo "acompanha o tema com atenção" e pretende "defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor."
Segundo o texto, as medidas de salvaguarda "são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) utilizados principalmente para lidar com surtos de importação."
"A medida não tem por objetivo combater práticas desleais de comércio e é aplicada às importações de todas as origens", esclarece a nota.
As pastas ressaltaram ainda que, ao longo dos últimos anos, o setor pecuário brasileiro "tem contribuído de maneira consistente e confiável para a segurança alimentar da China, com produtos sustentáveis e competitivos, submetidos a rigorosos controles sanitários".
*Com informações do Money Times
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