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Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
O ano de 2025 foi, no mínimo, conturbado, e não faltaram motivos para tirar o sono dos participantes dos mercados financeiros. Muitos analistas alertaram: era uma questão de tempo para que as tempestades geopolíticas fizessem os investidores fugirem para as colinas... digo, para o ouro.
Já neste início de ano, as tensões persistiram e a previsão se confirmou. Pela primeira vez desde 1996, o ouro se tornou o maior ativo de reserva dos bancos centrais globais, segundo dados da Visual Capitalist, deixando os títulos do governo dos EUA comendo poeira.
O valor total do ouro detido pelas instituições estrangeiras está perto de US$ 4,5 trilhões, ultrapassando os US$ 3,5 trilhões em ativos do Tesouro dos EUA. Confira a trajetória dos ativos nos últimos anos no gráfico a seguir:

Essa tendência vem sendo puxada principalmente pelos mercados emergentes, como Índia, Turquia e Catar. A mudança mostra uma nova estratégia dos bancos centrais globais, que buscam reduzir a dependência em relação ao dólar norte-americano.
Vale lembrar que o ouro encerrou 2025 com alta de mais de 70%, ultrapassando brevemente US$ 4,5 mil por onça em dezembro, antes de viver um verdadeiro rali no início de janeiro deste ano, quando ultrapassou os US$ 5,5 mil pela primeira vez.
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais do que os títulos do Tesouro norte-americano, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso.
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Porém, a partir de 1996 até o início dos anos 2000, houve um movimento de venda generalizada pelos bancos centrais.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, as boas condições macroeconômicas da época tornaram os títulos norte-americanos mais atraentes para o investidor, enquanto o ouro era visto como um ativo com baixos retornos.
Além disso, muitos países europeus venderam suas reservas do metal no fim dos anos 1990, antes do lançamento do euro. Surpreendentemente, o mais vendido foi a Grã-Bretanha, que nem sequer estava entrando na união monetária.
Com isso, o ouro caiu para cerca de US$ 250 por onça-troy em agosto de 1999, uma queda de 40% em relação ao início de 1996. Isso levou os bancos centrais a adotarem o Acordo de Washington, que limitava as vendas.
No geral, o final dos anos 1990 não foi uma época favorável ao metal precioso. Foi um período de crescimento sólido, inflação baixa e estável, volatilidade macroeconômica contida e, o mais surpreendente de todos, um superávit orçamentário dos EUA.
Três décadas depois, o ambiente global é muito diferente.
Os temores dos investidores não vieram do nada. O ano passado foi marcado pelo tarifaço imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos EUA, pela escalada do conflito entre Israel e Irā — incluindo ataques aéreos e escaladas militares —, pela paralisação total da máquina pública norte-americana e até mesmo pelo risco do fim da independência do Federal Reserve, banco central dos EUA.
As tensões geopolíticas levaram a uma fuga do dólar em direção ao ouro, com os investidores em busca de proteção. Muitos analistas enxergam Trump como maior risco para os mercados da atualidade.
“Esse governo Trump causou uma ruptura permanente na forma como as coisas são feitas e, portanto, agora todos estão correndo para o ouro como a única alternativa”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercado da Capital.com, citado pela agência de notícias Reuters.
Quem esperava que 2026 seria mais tranquilo errou feio. No início de 2026, forças especiais dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, aumentando a tensão geopolítica e renovando o interesse pelo ouro e outros refúgios.
Metais preciosos, incluindo ouro e prata, tiveram fortes aumentos de preço nos dias seguintes à operação.
Mas não parou por aí. Trump também elevou as temperaturas ao ameaçar anexar a Groenlândia e, em meio ao aumento da brutalidade da política antiimigratória, os EUA lidaram com mais um shutdown, apesar de, dessa vez, ter sido parcial.
Enquanto isso, o Irã também enfrenta protestos generalizados e aumento da inflação, agravando os riscos no Oriente Médio.
A tempestade perfeita nos mercados vem reforçando o papel do ouro como uma proteção contra a incerteza, e não há previsão de mudança no clima nos próximos meses.
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