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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

Carolina Gama
11 de fevereiro de 2026
18:50 - atualizado às 18:51
Dólar queimando
Imagem: Canvas Pro

O dólar à vista destoou do câmbio no exterior, após a divulgação dos dados do mercado de trabalho mais fortes nos Estados Unidos, o chamado payroll, enquanto o real continuou a se beneficiar do movimento global de rotação de carteiras e do ingresso estrangeiro na bolsa brasileira — movimento que ajudou o Ibovespa a bater o recorde de 190 mil pontos durante a sessão.

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Nesta quarta-feira (11), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1876 (-0,18%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. 

De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o ambiente externo ainda é favorável aos mercados emergentes, com fluxo de capitais relevante em direção a ativos de maior retorno — movimento que segue beneficiando o real, apesar do payroll mais forte nos EUA.

“O mercado tratou o relatório como insuficiente para reverter a tendência de rotação de fluxos para emergentes, permitindo que o real permanecesse forte em relação ao dólar”, afirmou.

O que mexeu com o dólar hoje?

No cenário doméstico, os investidores acompanharam as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

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No discurso, Galípolo reforçou a postura do Comitê de Política Monetária (Copom) foi mais conservadora ao sinalizar a “calibragem” dos juros em março. A decisão de esperar 45 dias teve um objetivo claro: reunir mais confiança antes de iniciar o ciclo.

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“Antevíamos, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo”, afirmou.

Além disso, o mercado acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança nos cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de outubro, à frente do senador Flávio Bolsonaro.

Esta é a primeira rodada do instituto que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

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Nos sete cenários de primeiro turno testados, Lula aparece com intenções de voto que variam entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. A vantagem do petista vai de 4 a 8 pontos percentuais, a depender da configuração.

Na esteira do apetite ao risco, o Ibovespa registrou recorde histórico de 190.000 pontos, com a máxima aos 190.561,18 pontos, uma alta de 2,49%.

No exterior, o dólar apresentou alta em relação às demais moedas, em dia de balanços corporativos e índices de Wall Street operando mistos.

O principal dado do mercado de trabalho, o payroll, indicou criação de 130.000 vagas de trabalho em janeiro, número acima do esperado pelo mercado. A taxa de desemprego também caiu a 4,3%.

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Com esse cenário, a aposta por manutenção dos juros na próxima reunião de março do Federal Reserve subiu para 95% nesta manhã.

Dólar cai, Ibovespa sobe

O desempenho positivo do Ibovespa, com recorde intradiário acima dos 190 mil pontos, reforçou a percepção de apetite ao risco, segundo Shahini.

Saindo da abertura aos 185.936,27 pontos, correspondente à mínima da sessão, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia em alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos, com giro financeiro de R$ 38,6 bilhões. Na semana, o Ibovespa sobe 3,69% e, no mês, avança 4,60%. No ano, ganha 17,73%.

Esse foi o 11º fechamento em nível recorde para o Ibovespa somente este ano. Nesta quarta-feira (11), a máxima ocorreu mesmo com aa fraqueza em Nova York, onde as referências mostraram variação entre o S&P 500, que fechou estável, e Nasdaq, que caiu 0,16%, reforçando a narrativa de que a rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso.

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*Com informações do Money Times

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