US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

Após semana de liquidações, o bitcoin (BTC) voltou a cair forte neste final de semana. Neste domingo (1), a principal criptomoeda do mundo operava abaixo na faixa dos US$ 78 mil. Nas últimas 24 horas, a criptomoeda derreteu 5%. Em cinco dias, o ativo já se desvalorizou 11,51%.
O Ethereum, por sua vez, teve perdas de quase 9% nas últimas 24 horas, negociado por volta de US$ 2,4 mil neste domingo.
A queda ocorre em meio a uma onda de liquidações em contratos futuros de criptomoedas, movimento que costuma amplificar a volatilidade dos ativos digitais. De acordo com dados do CoinGlass, mais de US$ 2,4 bilhões em posições foram liquidados no período, desse total, as liquidações de BTC foram de US$ 776 milhões.
A maior parte dessas operações envolvia apostas na alta. Com a queda dos preços, essas posições foram encerradas automaticamente pelas corretoras, gerando vendas forçadas no mercado e aumentando ainda mais a pressão vendedora sobre o bitcoin, o ethereum e outras criptomoedas.
O que está pressionando o Bitcoin e outras criptomoedas?
O movimento de queda do bitcoin também reflete o aumento das incertezas em torno dos investimentos em inteligência artificial, que vinham sustentando parte relevante do apetite global por ativos de risco. A esse cenário se somou a indicação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, fator que ampliou a cautela dos investidores.
Embora Warsh seja historicamente associado a uma postura anti-inflacionária, o economista passou a se alinha ao discurso do presidente Donald Trump ao defender publicamente a redução das taxas de juros. Para investidores, essa combinação gera incerteza: ao mesmo tempo em que aponta para juros mais baixos, levanta dúvidas sobre a disposição do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) em manter a inflação sob controle.
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Na avaliação de analistas, um Fed mais disposto a adotar estímulos agressivos tende a ampliar a liquidez no curto prazo, mas também eleva o risco de reaceleração inflacionária — especialmente em um momento em que os preços ainda operam acima do patamar considerado confortável para a economia norte-americana.
Esse ambiente pressiona ativos como o bitcoin, que costuma sofrer em períodos de maior incerteza macro e reprecificação das expectativas de juros.
Com informações do Money Times
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