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Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, SP, visualizado de cima. Empreendimento da Allos
Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, SP, visualizado de cima. Empreendimento da Allos - Imagem: Divulgação

A criação de um FII para gerenciar seus shoppings centers pode destravar bastante valor para a Allos (ALOS3), dizem o BTG Pactual e o Safra.

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O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Allos (ALOS3) após a companhia anunciar, na última sexta-feira (10), que assinou um memorando com a Kinea Investimentos para a criação de um fundo imobiliário (FII) voltado ao segmento de shopping centers.

O banco tem preço-alvo de R$ 39 para os papéis, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 18,5% frente ao último fechamento, de R$ 32,91.

O Safra mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações ALOS3, com preço-alvo de R$ 36, o que implica um potencial de alta de cerca de 9,4%.

VEJA TAMBÉM: BTG Pactual revela os fundos imobiliários mais indicados para investir neste mês. Saiba mais em relatório gratuito (disponível aqui) 

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Como é a parceria entre Allos e Kinea

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, a depender da capacidade do FII de levantar capital em sua oferta primária.

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O pagamento será dividido em duas etapas:

20% em três parcelas iguais a serem recebidas em 24, 36 e 48 meses.

Além da venda inicial, o memorando também estabelece uma parceria estratégica entre a Allos e a Kinea para futuras transações no segmento de shoppings.

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80% no fechamento da operação, sendo parte em dinheiro e parte em cotas do próprio fundo (a Allos terá participação de 24% no veículo);

Conforme o acordo, a gestora terá direito de preferência na aquisição de ativos da companhia, além da possibilidade de participação conjunta em novas operações, incluindo fusões e aquisições.

Allos: dividendos de 12%

Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Luis Mollo e Gustavo Fabris afirmaram o negócio abre caminho para que a companhia mantenha sua política de proventos elevados.

A estimativa é um dividend yield em torno de 12% nos próximos três anos, enquanto a companhia mantém a alavancagem em cerca de 2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.

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Segundo o BTG, a taxa de capitalização para a empresa projetada para a venda do imóvel (cap rate de saída) é de aproximadamente 9,8%, o que é inferior ao cap rate implícito da empresa, hoje próximo de 13%.

A leitura é de que isso gera valor para os investidores, uma vez que a companhia vende ativos a uma taxa mais atrativa do que a precificada em suas ações.

O que diz o Safra

Na mesma linha do BTG, o Safra também avalia que a operação deve destravar valor para os acionistas da Allos, destacando que a criação do FII pode atrair forte demanda, além de abrir uma nova fonte de receita por meio das taxas de gestão.

“A transação desbloqueia um fluxo de receitas recorrentes adicional [para a Allos], uma vez que a maior escala do fundo permitirá taxas de gestão mais elevadas”, afirmou o banco.

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“A estrutura de fundo imobiliário também tende a trazer ganhos fiscais e melhorar o retorno dos ativos, com potencial de valorização adicional devido à possível inclusão de outros shoppings no FII ao longo do tempo”, prosseguiu.

Com Money Times

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