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O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
A criação de um FII para gerenciar seus shoppings centers pode destravar bastante valor para a Allos (ALOS3), dizem o BTG Pactual e o Safra.
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Allos (ALOS3) após a companhia anunciar, na última sexta-feira (10), que assinou um memorando com a Kinea Investimentos para a criação de um fundo imobiliário (FII) voltado ao segmento de shopping centers.
O banco tem preço-alvo de R$ 39 para os papéis, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 18,5% frente ao último fechamento, de R$ 32,91.
O Safra mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações ALOS3, com preço-alvo de R$ 36, o que implica um potencial de alta de cerca de 9,4%.
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, a depender da capacidade do FII de levantar capital em sua oferta primária.
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O pagamento será dividido em duas etapas:
20% em três parcelas iguais a serem recebidas em 24, 36 e 48 meses.
Além da venda inicial, o memorando também estabelece uma parceria estratégica entre a Allos e a Kinea para futuras transações no segmento de shoppings.
80% no fechamento da operação, sendo parte em dinheiro e parte em cotas do próprio fundo (a Allos terá participação de 24% no veículo);
Conforme o acordo, a gestora terá direito de preferência na aquisição de ativos da companhia, além da possibilidade de participação conjunta em novas operações, incluindo fusões e aquisições.
Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Luis Mollo e Gustavo Fabris afirmaram o negócio abre caminho para que a companhia mantenha sua política de proventos elevados.
A estimativa é um dividend yield em torno de 12% nos próximos três anos, enquanto a companhia mantém a alavancagem em cerca de 2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.
Segundo o BTG, a taxa de capitalização para a empresa projetada para a venda do imóvel (cap rate de saída) é de aproximadamente 9,8%, o que é inferior ao cap rate implícito da empresa, hoje próximo de 13%.
A leitura é de que isso gera valor para os investidores, uma vez que a companhia vende ativos a uma taxa mais atrativa do que a precificada em suas ações.
Na mesma linha do BTG, o Safra também avalia que a operação deve destravar valor para os acionistas da Allos, destacando que a criação do FII pode atrair forte demanda, além de abrir uma nova fonte de receita por meio das taxas de gestão.
“A transação desbloqueia um fluxo de receitas recorrentes adicional [para a Allos], uma vez que a maior escala do fundo permitirá taxas de gestão mais elevadas”, afirmou o banco.
“A estrutura de fundo imobiliário também tende a trazer ganhos fiscais e melhorar o retorno dos ativos, com potencial de valorização adicional devido à possível inclusão de outros shoppings no FII ao longo do tempo”, prosseguiu.
Com Money Times
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