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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
29 de janeiro de 2026
15:21 - atualizado às 13:50
FIIs; fundos imobiliários
Imagem: iStock

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) ganhou tração no último ano, driblando a taxa de juros em dois dígitos e contrariando as projeções pessimistas para 2025. Esse movimento não foi mero acaso: o avanço das aquisições com pagamento em cotas trouxe de volta o apetite dos investidores.

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A alternativa permitiu aos gestores ampliar e diversificar o patrimônio sem recorrer a emissões tradicionais ou ao aumento do endividamento. De acordo com o banco, esse tipo de operação cresceu tanto na compra direta de imóveis quanto em processos de incorporação entre fundos.

Porém, segundo relatório do BTG Pactual, a estratégia traz riscos para os cotistas, que podem ver o valor das cotas caírem na bolsa.

Na avaliação dos analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, a prática também pode impactar o desempenho dos fundos imobiliários neste ano, mesmo com um cenário de perspectiva de queda dos juros.

Os riscos da nova estratégia para FIIs

Os especialistas chamam atenção para dois pontos de sensibilidade nessa estratégia de expansão dos fundos imobiliários. Um deles é a precificação das transações, já que o pagamento em cotas pode levar o vendedor a exigir um prêmio de liquidez.

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O outro risco é o chamado overhang, quando o volume de cotas recebidas supera a média de negociação diária do fundo, gerando pressão vendedora na bolsa de valores.

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No entanto, há formas de mitigar esses efeitos, e os FIIs estão atentos a isso. Boa parte das operações têm incluído cláusulas de lock-up, que restringem a venda das cotas por um período determinado, além de limites atrelados ao volume médio diário negociado (ADTV).

Ainda assim, o BTG alerta: “nem sempre esses mecanismos são suficientes para evitar pressões no mercado secundário”.

Veio para ficar: o lado positivo da estratégia

Apesar dos desafios, o banco avalia que a aquisição via troca de cotas veio para ficar. “A estrutura se mostra uma ferramenta adaptável e com potencial de geração de valor quando bem executada.”

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Isso porque, segundo o banco, esse tipo de operação funciona como uma solução “eficiente” em um ambiente no qual a captação via dívida ou ofertas ao mercado se mostrou menos atrativa.

“Olhando para frente, acreditamos que a troca de cotas tende a seguir em alta, especialmente entre FIIs que possuem patrimônio robusto e boa liquidez, fatores fundamentais para mitigar os riscos citados”, afirmou o banco.

Os analistas também destacam que as transações costumam ter custos mais baixos, são realizadas a valor patrimonial e evitam a diluição do cotista minoritário.

Além disso, permitem uma alocação mais rápida dos recursos, favorecendo o crescimento e a diversificação do portfólio, sem elevar o risco financeiro dos fundos.

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“Do ponto de vista estratégico, a troca de cotas se mostrou positiva em comparação aos modelos tradicionais de captação”, dizem os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira no relatório.

Segundo o banco, casos recentes de fundos como o BTG Pactual Logística (BTLG11), Pátria Log (HGLG11), Vinci Logística (VILG11) e XP Malls (XPML11), que expandiram seus portfólios por meio desse modelo, reforçam a leitura de que a aquisição via troca de cotas é uma estratégia que deve seguir sendo aplicada no mercado de FIIs.

Além deles, o TRX Real Estate (TRXF11), presente na carteira do BTG Pactual, também se destacou em 2025 com a estrutura de pagamentos em cotas. Em entrevista recente concedida ao Seu Dinheiro, Gabriel Barbosa, sócio e gestor da casa, detalhou a estratégia adotada pelo FII: confira aqui.

Veja também os ativos sob cobertura do BTG que efetuaram transações envolvendo troca de cotas:

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Fundo Objetivo Ano da transação 
BRCO11 Aquisição de imóveis 2025 
BTHF11 Incorporação do FII BCFF11 2024 
BTLG11 Aquisição de imóveis e incorporação do FII SARE11 2025 
CPTS11 Aquisição de imóveis 2025 
HGLG11 Aquisição de imóveis 2025 
PCIP11 Incorporação dos FIIs BARI11 e PLCR11 2025 
PSEC11 Incorporação dos FIIs BPFF11, HGFF11, BLMC11, BLMR11, MORC11 e MORE11 2024 e 2025 
PVBI11 Aquisição de imóveis e incorporação do FII ONEF11 2024 
RBRX11 Incorporação do FII RBRF11 2025 
TEPP11 Aquisição de imóveis 2025 
TRXF11 Aquisição de imóveis 2025 
XPLG11 Aquisição de imóveis e incorporação do FII RDLI11 2025 
XPML11 Aquisição de imóveis 2025 

*Com informações do Money Times.

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