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Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

Custos mais altos e dúvidas em relação à geração de caixa levaram o Bank of America (BofA) e o Safra a rebaixarem suas recomendações para as ações da Usiminas (USIM5). Os papéis chegaram a recuar 3,47%, a R$ 6,96, em sua mínima nesta segunda-feira (13).
O BofA mudou a recomendação de compra para neutro, enquanto o Safra reduziu de neutro para venda.
Apesar da expectativa de preços elevados para o aço plano, que oferece certo suporte para a Usiminas, os dois bancos fizeram a mudança de olho em premissas de custo mais elevadas, e preocupações quanto à geração de caixa da siderúrgica. Além disso, potenciais para a ação já estariam precificados.
Por volta das 15h (horário de Brasília), a ação recuava 2,64%, a R$ 7,02, entre as maiores quedas do Ibovespa.
O Safra aumentou o preço-alvo de Usiminas para o fim de 2026 de R$ 6,20 para R$ 7,70, implicando em um potencial de valorização de 6% da ação, mesmo com o rebaixamento da recomendação para o papel para neutro.
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“Desde outubro, a Usiminas superou a Gerdau e o Ibovespa em 36% e 29%, respectivamente, mas agora vemos espaço limitado para novas reavaliações positivas", afirmam os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.
Ainda que os preços e demandas mais fortes para o aço plano no Brasil, especialmente no segundo semestre de 2026–2027, continuem ajudando a companhia, a ação tem pouco potencial adicional. O preço da ação já incorpora um ambiente de aço mais favorável do que o seu cenário base, e uma alta mais relevante exigiria premissas mais otimistas.
As expectativas para o valuation (3,3x) e o rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF yield, em inglês), de cerca de 3% levam a uma avaliação que parece pouco atrativa, na avaliação do Safra.
Para o BofA, embora os aumentos de preços do aço plano sejam favoráveis para a Usiminas, a avaliação de um valuation de 5,3x projetado para 2026 sugere que esses fatores já podem estar precificados. Adicionalmente, a geração de caixa da Usiminas segue fraca diante da normalização do capital de giro em 2026.
O Safra considera que ainda há risco de queda caso os preços não continuem melhorando ou os custos não recuem, já que tanto as projeções do banco quanto o consenso já embutem preços otimistas e alguma redução no custos de matérias-primas.
As medidas antidumping também já parecem totalmente precificadas, na visão dos analistas, com o papel subindo 65% desde a implementação das primeiras medidas AD (placas de estanho no fim de agosto de 2025). "A probabilidade de novas revisões positivas de lucro a partir daqui é baixa, e antecipamos uma possível piora nas perspectivas de resultados para o 2T26”, explica o banco.
“Reduzimos nossas estimativas e vemos risco de queda nos resultados do segundo trimestre caso os aumentos de preços não se concretizem, diante da pressão contínua de custos, especialmente de carvão e placas”, afirma o Bank of America.
O BofA manteve o preço-alvo de R$ 8 para o papel, o que implica em um potencial de valorização de quase 11%.
Além disso, o Safra destaca as preocupações com a geração de caixa e alocação de capital. O aumento dos custos de matérias-primas, o programa acelerado de capex de R$ 1,6 a R$ 1,9 bilhão por ano até 2029 e o menor uso de antecipação de recebíveis limitam o fluxo de caixa livre.
Com isso, o banco projeta que a geração de caixa livre da empresa caia 5% em 2026, melhorando para aproximadamente +3% em 2027 e +11% em 2028. O aumento virá de preços mais altos e menor custo dos produtos vendidos por tonelada.
“Por fim, esperamos que a empresa permaneça com caixa líquido, embora seu perfil conservador de alavancagem provavelmente reflita a possível aprovação do projeto de minério de ferro compactos, não incluído em nosso cenário base”, detalha o Safra.
Já a Ternium (TXSA34), por outro lado, foi elevada de neutro para compra pelo BofA, se juntando à Gerdau (GGBR4) entre as top picks do banco para o setor.
A mudança está atrelada às expectativas de maiores rendimentos de fluxo de caixa livre a partir de 2027, uma vez que o capex deve cair de forma considerável conforme investimentos-chave forem concluídos.
Com Money Times
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