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O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

O pregão de quarta-feira (15) não foi apenas mais um dia de negociações na bolsa brasileira — foi um evento para os livros de história. Em uma demonstração de força que não se via há meia década, a B3 (B3SA3) registrou um giro financeiro de R$ 120 bilhões, superando a marca anterior de R$ 113,8 bilhões estabelecida em dezembro de 2020.
Se o mercado buscava adrenalina, encontrou no vencimento de Opções sobre o Ibovespa. Sozinho, esse segmento movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional.
O volume total engloba todo o ecossistema de equity: ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs e opções.
Esqueça, por um momento, o tradicional domínio das commodities ou dos grandes bancos no Ibovespa. No dia de recordes, o pódio das ações mais negociadas trouxe uma surpresa.
A Rede D’Or (RDOR3) foi a estrela solitária do pregão de quarta-feira (15), movimentando R$ 3,245 bilhões. O volume foi suficiente para colocar a empresa do setor hospitalar à frente de pesos-pesados históricos do índice:
O recorde da bolsa nesta quarta-feira (15) é o ápice de um movimento que vem sendo cozinhado desde o início do ano.
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O investidor estrangeiro parece ter redescoberto o Brasil: apenas no primeiro trimestre, foram injetados R$ 53,37 bilhões de capital externo, o melhor desempenho desde 2022.
Esse apetite voraz reflete-se na pontuação do índice. O Ibovespa já acumulou 18 recordes nominais em 2026. Na véspera (terça-feira, 14), o mercado já dava sinais de euforia, fechando aos 198.657,30 pontos e atingindo uma máxima intradia de quase 200 mil pontos (199.354,80 pontos).
Além das ações diretas, os ETFs brasileiros viraram os queridinhos lá fora. Até março, esses fundos de índice atraíram R$ 29,7 bilhões, o que representa cerca de 54% de todo o fluxo estrangeiro na B3.
A fotografia de 2026 mostra uma bolsa muito mais vibrante que a do ano passado.
O volume médio diário de negociações (ADTV) entre janeiro e março subiu para R$ 24,9 bilhões. O número deixa para trás os R$ 18 bilhões registrados em 2025 e só perde para o ano atípico de 2021, quando a média era de R$ 28 bilhões.
Com os investidores estrangeiros posicionados e a liquidez jorrando, a pergunta que fica nos corredores do mercado é uma só: qual será o próximo recorde a cair?
*Com informações do Money Times
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