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UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação

Negociada abaixo da média histórica, a ação da B3 virou a pechincha da vez para o banco suíço mesmo em ano eleitoral

B3, bolsa de valores, ações, mercados.
B3, a dona da bolsa brasileira. - Imagem: iStock

A B3 (B3SA3) pode estar perdendo os gringos, mas ganhou um selo de pechincha do UBS BB. Negociada a 12,5 vezes o preço sobre lucro (P/L) — bem abaixo da média histórica de 14 vezes —, a ação da dona da bolsa brasileira virou a oportunidade da vez para quem não se assusta com ano eleitoral.  

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O banco suíço reafirmou a indicação de compra para B3SA3, com preço-alvo de R$ 18,50, o que representa um potencial de valorização de 17,46% em relação ao último fechamento.  

Na avaliação dos analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Eduardo Resende, as incertezas já estão no preço e o motor do terceiro trimestre tem tudo para rodar mais rápido. 

Enquanto o investidor estrangeiro arruma as malas e deixa a B3, o UBS BB decidiu fincar pé no mercado brasileiro.

Mesmo diante de uma debandada gringa de R$ 21 bilhões em agosto e de um julho de volumes mais tímidos, o banco suíço revisou seus modelos, manteve a recomendação de compra para as ações da B3 (B3SA3) e reiterou o preço-alvo de R$ 18,50 — o que representa um potencial de alta de 17,46% em relação ao último fechamento. 

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A grande aposta dos analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Eduardo Resende tem um catalisador de curto prazo bem conhecido do investidor nacional: a volatilidade das eleições presidenciais de outubro. 

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A tese do UBS BB resgata o histórico recente do país. Em ciclos eleitorais anteriores, o aumento das incertezas e do ruído político se traduziu em forte movimentação de negociação no terceiro e quarto trimestres.  

Após o volume médio de negociação diária (ADTV) da B3 tombar 24% em julho para R$ 22,6 bilhões, afetado por feriados sazonais no exterior, o acumulado de agosto até agora mostrou reação para R$ 31,2 bilhões.  

O UBS BB prevê que essa recuperação ganhe tração, projetando volumes de R$ 28,4 bilhões no terceiro trimestre e R$ 31,1 bilhões nos últimos três meses do ano. 

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Além do empurrãozinho eleitoral no curto prazo, o preço das ações pesa a favor da compra. Negociada a 12,5 vezes o P/L projetado para 12 meses, a B3 roda abaixo da média histórica de 14 vezes.  

A pechincha se reflete até na comparação internacional: o prêmio que a B3 ostenta em relação à bolsa mexicana (BMV) encolheu dos históricos 18% para apenas 6%, enquanto a diferença frente à XP também diminuiu ligeiramente. 

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Os riscos da tese 

O caminho para a recuperação da B3, contudo, não está livre de sobressaltos, segundo o UBS BB.  

O trio de analistas enfatiza que os fluxos estrangeiros seguem como um ponto de atenção. Isso porque os influxos na B3 perderam força nos últimos meses e os gringos registraram saída líquida de R$ 21 bilhões no acumulado de agosto até o momento. 

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Reconhecendo que o ambiente macroeconômico para 2027 e 2028 continua sendo uma incógnita e que os fluxos de saída de capital externo permanecem no radar, o banco suíço reduziu em 6% as previsões de ADTV para os próximos anos e ajustou em -1% o lucro estimado para 2026/2027.  

Para o banco suíço, a cotação atual já precifica grande parte dessas dúvidas operacionais de médio prazo, deixando a porta aberta para o investidor aproveitar o desconto. 

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