🔴 É HOJE! ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA: ASSISTA A ÚLTIMA AULA AO VIVO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

BALANÇO DO MÊS

Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira

Discussão sobre intervenção do Tesouro norte-americano nos Treasurys e força do dólar mexeram com os investimentos alternativos, que mostraram recuperação depois de meses no vermelho

ouro mineração mina de ouro aura minerals aura33
Barra de ouro, na frente de pepitas. - Imagem: iStock.com/Liudmila Chernetska

Agosto foi o mês da volta dos que não foram. Depois de meses acumulando retornos negativos, bitcoin e ouro voltaram a brilhar e em grande estilo: a criptomoeda disparou 25%, enquanto o metal precioso avançou 12%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto o ouro quanto o bitcoin, frequentemente chamado de "ouro digital", surfaram uma nova onda de discussões sobre desvalorização cambial. Em 2025, esse já havia sido um dos principais motores da alta de 65% do metal precioso.

A lógica é simples: diante do risco de aumento dos déficits fiscais, perda de poder de compra das moedas e desvalorização cambial, investidores recorrem ao ouro e ao bitcoin como alternativas ao dólar.

Em agosto, essas preocupações voltaram ao centro das atenções após uma decisão inesperada do Tesouro dos Estados Unidos. A autoridade anunciou que vai dobrar o valor máximo de suas recompras de títulos públicos de prazo longo, elevando o limite de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação até novembro.

A medida surpreendeu os mercados e pressionou tanto os rendimentos dos Treasurys quanto o dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando recompra títulos de longo prazo, o Tesouro norte-americano injeta liquidez no mercado e ajuda a reduzir os rendimentos desses papéis.

Leia Também

BTG PACTUAL MACRO DAY 2026

Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa

RETOMADA À VISTA?

Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada

Com os juros dos títulos soberanos menos atrativos, parte do capital global tende a buscar alternativas de investimento, diminuindo a demanda pela moeda norte-americana.

Ao mesmo tempo, a decisão reacendeu questionamentos sobre o crescimento da dívida pública dos EUA e sobre os esforços do governo para administrar o custo de financiamento dessa dívida. Para parte dos investidores, isso pode enfraquecer a confiança nos ativos ao longo do tempo.

Ouro na montanha-russa

O anúncio da recompra veio logo no início do mês. No auge do movimento, o ouro chegou a ser negociado a US$ 4.755 por onça troy — ou seja, US$ 4,75 mil por 31,10 gramas do metal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de ter encerrado agosto em torno de US$ 4,5 mil por onça, o ouro registrou seu melhor desempenho mensal desde janeiro.

A perda de fôlego ocorreu à medida que aumentaram as apostas de novos aumentos de juros nos Estados Unidos. A inflação segue pressionando a economia norte-americana, e o mercado já atribui 57% de probabilidade a uma alta dos juros em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.

Essas expectativas costumam pesar sobre o ouro porque o metal não paga juros. Quando os investidores projetam taxas mais elevadas, ativos que pagam rendimento, como os títulos do governo norte-americano, tornam-se relativamente mais atraentes.

Além disso, juros maiores tendem a fortalecer o dólar, o que pode reverter parte do efeito provocado pela intervenção do Tesouro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relação ao real, a moeda norte-americana fechou no positivo em agosto: alta de 2,16%, fechando a R$ 5,18. Esse movimento ganhou mais força na segunda metade do mês, quando a tese de aumento dos juros nos EUA se fortaleceu.

No ano, o real ainda está na vantagem. A desvalorização acumulada do dólar até agosto é de -5,63%.

Bitcoin surpreende

No caso do bitcoin, a valorização foi ainda mais expressiva. A criptomoeda saltou de US$ 64 mil para US$ 78 mil ao longo de agosto, uma valorização de 26% — algo que não era visto desde 2024.

O principal combustível veio dos ETFs de bitcoin à vista negociados nos mercados norte-americanos. Após o anúncio da intervenção do Tesouro, esses fundos registraram forte entrada de recursos. Dados do Mercado Bitcoin mostram que o fluxo líquido somou quase US$ 3 bilhões em agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos pode dificultar a sustentação desses preços.

Lacie Zhang, analista de pesquisa da Bitget Wallet, avalia que o bitcoin deve oscilar entre US$ 72 mil e US$ 82 mil em setembro, refletindo justamente as expectativas de alta dos juros e dos rendimentos dos Treasurys.

Na avaliação da analista, apenas uma desaceleração mais consistente da inflação acompanhada por um dólar mais fraco teria potencial para impulsionar a criptomoeda para patamares mais elevados.

Confira o ranking de investimentos em agosto

Investimento Rentabilidade no mês Rentabilidade no ano 
Bitcoin 25,29% -15,47% 
Ouro (GOLD11) 12,27% -3,19% 
Tesouro IPCA+ 2040 3,51% 2,20% 
Tesouro IPCA+ 2050 3,40% -0,42% 
Tesouro IPCA+ c/ JS 2037*** 2,38% -  
Tesouro IPCA+ c/ JS 2045 2,18% 0,51% 
Dólar à vista 2,16% -5,63% 
Dólar PTAX 2,07% -7,73% 
Tesouro Prefixado c/ JS 2037*** 2,06% -  
Tesouro IPCA+ 2032*** 1,80% -  
IDA - Geral* 1,23% 6,98% 
Tesouro Prefixado 2032 1,13% 4,38% 
CDI* 1,09% 9,33% 
Tesouro Prefixado 2029 0,98% 6,38% 
Tesouro Selic 2031 0,95% 9,37% 
Poupança** 0,67% 5,47% 
Ibovespa -0,33% 10,11% 
Tesouro IPCA+ c/ JS 2060 -0,99% -2,47% 
IFIX -1,46% -0,33% 
(*) Até dia 28/08.
(**) Poupança com aniversário no dia 28.
(***) Títulos públicos começaram a negociar em fevereiro de 2026 e não tem histórico de um ano.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase Inc..

A fraqueza do Ibovespa

A proximidade das eleições presidenciais e as incertezas em relação à economia dos Estados Unidos mexeram com as negociações na bolsa em agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa registrou 11 fechamentos negativos consecutivos ao longo de agosto e chegou à marca de 165 mil pontos no pior momento do mês. Isso em meio à saída massiva dos estrangeiros da bolsa.

Na parcial divulgada pela XP, até 18 de agosto, os estrangeiros já tinham tirado R$ 20 bilhões da B3. A maior saída aconteceu no dia 11, quando R$ 4,7 bilhões deixaram a bolsa em uma única sessão.

Agosto também marcou o rebaixamento do Brasil nas recomendações dos bancos internacionais. JP Morgan e Morgan Stanley classificaram as ações brasileiras como neutras, ante a recomendação de compra anteriormente.

“Com as eleições de outubro provavelmente aumentando a volatilidade, e as ações e o real ainda oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita, preferimos ficar à margem a pagar para assumir incerteza", escreveu o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta segunda-feira, o Ibovespa fechou aos 177.418,78 pontos, registrando uma queda de 0,33% no mês. Foi um dos piores desempenhos no ranking de investimentos do Seu Dinheiro. No ano, as ações brasileiras ainda estão no positivo: 10% de ganhos.

Tesouro Direto se recupera

A performance dos títulos públicos melhorou em agosto. Dados positivos de inflação aumentaram a percepção dos agentes financeiros de que o Banco Central deve cortar os juros em setembro.

Até então, economistas e gestores estavam divididos entre a possibilidade de um novo corte ou a manutenção da taxa Selic nos atuais 14% ao ano.

Com a prévia da inflação registrando o primeiro dado negativo em um ano e os dados da economia mostrando uma desaceleração mais nítida, as projeções mudaram para quase um consenso de corte em setembro, de 0,25 ponto percentual, e alguns bancos indicando mais um corte em novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante das projeções de juros menores no futuro, os títulos públicos responderam a esse alívio.

Os papéis do Tesouro IPCA+ foram os que mais responderam, por causa a inflação. O Tesouro IPCA+ 2040 e o Tesouro IPCA+ 2050 registraram ganhos de 3,5% e 3,4%, respectivamente. Os títulos longos com juros semestrais também mostraram valorização, de pouco mais de 2% cada.

  • Vale lembrar que todas essas oscilações acontecem na marcação de preço e taxa dos títulos do Tesouro Direto. Para o investidor que levar os papéis até o vencimento, a taxa contratada na compra será paga integralmente.

Maiores altas do Ibovespa em agosto

Ticker   Empresa  Retorno no mês  Retorno no ano  
SLCE3 SLC Agrícola  19,66% 12,19% 
FLRY3 Fleury 16,46% 33,06% 
MRVE3 MRV  16,24% -29,27% 
TOTS3 Totvs 14,26% -14,87% 
CYRE3 Cyrela 13,52% -2,57% 
Fonte: Broadcast

Maiores quedas do Ibovespa em agosto

Ticker   Empresa  Retorno no mês  Retorno no ano  
HAPV3 Hapvida -41,22% -54,99% 
LREN3 Lojas Renner -20,00% -17,01% 
POMO4 Marcopolo -14,73% -23,34% 
SMFT3 Smartfit -14,21% -27,03% 
CSMG3 Copasa -13,90% 27,42% 
Fonte: Broadcast

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 27 de agosto de 2026 - 15:31
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários 27 de agosto de 2026 - 10:04
Copo de cerveja dourada e gelada centralizado em primeiro plano, com gotas de condensação visíveis no vidro. Ao fundo, desfocado, aparece um gráfico financeiro com velas e linhas de mercado em tons de laranja e vermelho, simbolizando o impacto de fatores econômicos e tributários sobre a Ambev e o setor de bebidas. 25 de agosto de 2026 - 19:41
25 de agosto de 2026 - 16:01
25 de agosto de 2026 - 13:06
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro 24 de agosto de 2026 - 17:03
ações ibovespa bolsa brasileira 23 de agosto de 2026 - 15:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar