200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira
Enquanto o Bank of America adotou um tom de cautela sobre o Ibovespa daqui para frente, o Scotiabank projeta voos maiores para o índice brasileiro

A campanha eleitoral está pegando fogo e virou o novo termômetro da bolsa brasileira, dividindo os grandes bancos internacionais entre a cautela de curto prazo e o otimismo com a possível volta do investidor estrangeiro.
O Bank of America (BofA) resume o clima entre os investidores: o sentimento do investidor permanece cauteloso, embora os aspectos técnicos tenham melhorado marginalmente, já que a saída de recursos estrangeiros cessou nas últimas duas semanas e o caso de afrouxamento monetário está se fortalecendo.
O banco destaca que quase R$ 6 bilhões entraram em fluxo estrangeiro na B3 nos últimos dez dias, revertendo parcialmente os R$ 20 bilhões que haviam saído nos três meses anteriores.
Ainda assim, o BofA pondera que os fundos de ações brasileiras continuam registrando saídas — ou seja, a confiança melhorou, mas ainda não é geral.
Diante desse cenário de incerteza — típico de ano eleitoral —, o BofA vê nas opções do Ibovespa uma forma interessante de se posicionar.
Segundo o banco, elas permitem tentar capturar ganhos com a volatilidade da eleição, mas com um risco limitado e conhecido de antemão, algo especialmente relevante quando ninguém sabe exatamente para qual lado o pêndulo político vai balançar nas próximas semanas.
Leia Também
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
Ibovespa: 200 mil pontos é possível
Enquanto o BofA mede o clima com cautela, o Scotiabank aposta mais alto. Segundo Michel Frankfurt, head da corretora do banco no Brasil, o Ibovespa pode facilmente chegar aos 200 mil pontos com a volta do investidor estrangeiro — movimento que já começou a ganhar força no fim de agosto.
O raciocínio de Frankfurt passa por um reposicionamento eleitoral: o mercado vinha apostando na continuidade do governo atual, mas as pesquisas recentes começaram a mostrar uma disputa mais equilibrada.
“E o estrangeiro já começou a se posicionar para esse cenário. Obviamente é uma aposta”, diz o executivo.
Segundo ele, essa mudança de expectativa veio junto com um discurso mais moderado da oposição, com sinalização de nomes mais técnicos para o governo — o que reduz incertezas e ajuda o apetite por risco.
Mas o head do Scotiabank lembra que o noticiário político pode virar de um dia para o outro, e cita o episódio das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) como exemplo de sobressalto que pegou o mercado de surpresa.
Para ele, a campanha eleitoral deve trazer “choques de curto prazo”, com notícias boas e más alternando a direção dos preços.
Eleições 2026: Hora de comprar dólar e fugir da bolsa?
O verdadeiro motor por trás da bolsa
Se a eleição é o assunto do momento, Frankfurt é categórico ao dizer que o que realmente move a bolsa no médio prazo são os juros.
O Brasil opera com uma das taxas reais mais altas do mundo, o que pesa sobre empresas e investimentos — e, na visão dele, o próprio Banco Central já reconhece que essa conta precisa ser resolvida.
A expectativa é que sinais melhores de inflação e um Produto Interno Bruto (PIB) mais fraco abram espaço para o início de um ciclo de corte de juros depois da eleição — independentemente de quem ganhar.
A diferença estaria na velocidade: um governo com agenda fiscal mais market friendly (favorável ao mercado) permitiria quedas mais rápidas nos juros; a manutenção do cenário atual tenderia a um corte mais gradual.
Essa distinção também muda quem ganha com cada cenário, segundo Frankfurt. Na continuidade do governo atual, setores ligados à baixa renda tendem a se sair bem, e exportadoras podem se beneficiar de um câmbio mais alto.
Com uma mudança no poder, os juros tendem a cair mais rápido, favorecendo empresas cíclicas domésticas, companhias mais endividadas e negócios ligados ao setor público.
Sobre o cenário externo, Frankfurt vê a guerra como um fator de volatilidade que perdeu parte do “efeito surpresa” que tinha no início do conflito — quando o medo era de choques mais fortes, principalmente no preço do petróleo.
Sem escaladas inesperadas, o impacto tende a ser mais administrável, com o mercado se acostumando a mudanças na logística e na oferta global.
*Com informações do Estadão Conteúdo
UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA