Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
Levantamento da Elos Ayta para o Money Times mostra quais companhias fizeram distribuições acima de R$ 100 milhões

Se você investe em ações para receber renda passiva, vale a pena prestar atenção em um grupo seleto de companhias da bolsa brasileira.
Mesmo após as mudanças na tributação dos dividendos e a redução dos pagamentos esperada para 2026, algumas empresas continuaram distribuindo centenas de milhões, e até bilhões, de reais aos acionistas trimestre após trimestre.
Um levantamento da Elos Ayta para o Money Times identificou as empresas que conseguiram manter distribuições superiores a R$ 100 milhões em todos os trimestres desde junho de 2025.
Dentro desse universo, foram selecionadas as dez companhias que mais desembolsaram dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no segundo trimestre de 2026.
A liderança ficou com o Bradesco (BBDC4), que distribuiu R$ 3,1 bilhões aos acionistas no período. Na sequência aparecem Santander (SANB11), com R$ 1,7 bilhão, e TIM (TIMS3), com R$ 1,15 bilhão.
As 10 maiores pagadoras de dividendos e JCP no 2T26
- Bradesco (BBDC4) – R$ 3,104 bilhões
- Santander Brasil (SANB11) – R$ 1,738 bilhão
- TIM (TIMS3) – R$ 1,153 bilhão
- Itaú Unibanco (ITUB4) – R$ 1,061 bilhão
- Caixa Seguridade (CXSE3) – R$ 990 milhões
- B3 (B3SA3) – R$ 587 milhões
- Localiza (RENT3) – R$ 572 milhões
- Allos (ALOS3) – R$ 454 milhões
- Klabin (KLBN11) – R$ 422 milhões
- Gerdau (GGBR4) – R$ 363 milhões
Porque esse ranking é diferente
Diferentemente de muitos rankings baseados no dividend yield, que mede o retorno dos dividendos em relação ao preço da ação, o levantamento da Elos Ayta olha para o dinheiro efetivamente pago pelas empresas.
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Essa diferença é importante para o investidor pessoa física.
Uma ação pode aparecer com dividend yield elevado porque distribuiu um dividendo extraordinário ou porque sofreu uma forte queda de preço. Isso não significa necessariamente que a empresa conseguirá manter aquele nível de remuneração no futuro.
Neste caso, o critério foi outro: identificar empresas que vêm demonstrando capacidade de distribuir recursos aos acionistas de forma recorrente, além de movimentarem valores relevantes.
Os dividendos em 2026
O levantamento também ajuda a explicar por que muitos investidores notaram uma redução nos pagamentos neste ano.
No fim de 2025, diversas companhias anteciparam distribuições de proventos antes da entrada em vigor das novas regras de tributação dos dividendos. Isso provocou uma concentração excepcional de pagamentos no quarto trimestre do ano passado.
O caso mais emblemático foi o do Itaú Unibanco, que distribuiu R$ 20,7 bilhões no quarto trimestre de 2025. No trimestre seguinte, esse volume caiu para R$ 4 bilhões.
O mesmo movimento foi observado em Santander e TIM.
Como consequência, os pagamentos totais das dez maiores distribuidoras passaram de R$ 35,2 bilhões no quarto trimestre de 2025 para R$ 10,4 bilhões no segundo trimestre deste ano.
*Com informações de levantamento da Elos Ayta para o Money Times.
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