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BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante da possibilidade de corte dos juros à frente
Setembro foi um mês de contrastes para a precificação dos títulos de renda fixa. De um lado, o cenário externo se mostrou mais favorável, e do outro, as incertezas domésticas em relação à economia voltaram com força.
Fatores como pesquisas eleitorais, aquecimento do mercado de trabalho local e sinais divergentes da inflação influenciaram os ativos locais. No campo internacional, o corte de juros nos EUA e a sinalização positiva de Trump ao Brasil também mexeram com as expectativas.
O saldo final foi de aumento das expectativas de inflação no curto prazo (de 4,16% para 4,37% em um ano), segundo relatório do Itaú BBA, mas queda no longo (de 5,46% para 5,28% em cinco anos).
Os analistas ponderam que essa movimentação indica preocupação com os próximos dados, mas confiança na convergência dos preços para a meta de 3% no futuro. Além disso, os agentes financeiros também projetam a taxa de juros mais elevada por algum tempo antes de cortes relevantes.
Ao final de setembro, as taxas prefixadas da renda fixa ficaram estáveis no trecho mais curto, enquanto a de cinco anos caiu de 13,76% para 13,69%. Já os papéis indexados ao IPCA mostraram sinais mistos: a taxa real de dois anos subiu para 8,59% e a de cinco anos ficou estável em 7,53% ao ano.
Para o investidor pessoa física, o relatório do Itaú BBA afirma que carregar os títulos até o vencimento é a melhor estratégia neste momento. “As oportunidades em prefixados e IPCA+ permanecem abertas, especialmente nos prazos mais longos.”, diz o relatório.
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E acrescenta: “em outras palavras, a tese de que vale a pena travar juros hoje para colher resultados nos próximos anos segue de pé.”
Entretanto, os analistas ponderam que o caminho não será linear, mesmo na renda fixa. Setembro mostrou que choques pontuais — como ruídos políticos ou incertezas fiscais — podem gerar volatilidade temporária, “mas não mudam os fundamentos”.
A inflação segue em queda nos prazos mais longos, enquanto as taxas reais dos títulos indexados ao IPCA continuam em patamares historicamente altos.
Minerva figura nas recomendações de títulos de crédito privado da XP e do BTG Pactual, em ambos os casos com títulos prefixados.
A XP indica o CRA 02400AYP, com rentabilidade prefixada de 13,7% ao ano, isento de imposto de renda e com vencimento em novembro de 2034. Já o BTG Pactual seleciona o CRA 025005V8, com taxa de 14,41% ao ano e vencimento em julho de 2035.
Os analistas de ambas as casas destacam a Minerva por sua liderança nas exportações de carne bovina na América Latina, beneficiada pela diversificação geográfica da produção e por possuir liquidez confortável para o pagamento de passivos financeiros.
Outra recomendação dobradinha é uma novidade na renda fixa: são as Cédulas de Produto Rural – Financeira (CPR-F) da Suzano. Os títulos foram recomendados por XP e Itaú BBA em emissões diferentes.
O Itaú BBA recomenda o ativo CPR-F 25I02598074, que oferece uma taxa de IPCA + 6,9% e possui vencimento longo, em setembro de 2037. A XP indica a CPR-F 25I02597637, com taxa de IPCA + 6,7% e vencimento em setembro de 2035.
A CPR-F é uma variação da tradicional Cédula de Produto Rural (CPR). Enquanto a versão tradicional está vinculada à entrega de um produto rural — como grãos, carne ou algodão — a versão financeira não exige a entrega física de um produto e é isenta de imposto de renda para a pessoa física. O produtor rural se compromete com o pagamento em dinheiro.
A Suzano fez sua primeira emissão em agosto, em três séries, com juros semestrais.
Com a Selic fixada em 15% ao ano por mais algum tempo, o Tesouro Selic 2028 — principal título disponível na plataforma do Tesouro Direto — segue na recomendação dos analistas para a reserva de emergência ou alocações de curto prazo.
Para prazos intermediários — de até três anos — a recomendação é o Tesouro Prefixado, segundo o Itaú BBA. O relatório indica o Tesouro Prefixado 2028, com taxa de 13,50% ao ano. Segundo os analistas, ao travar essa remuneração, o investidor pode se beneficiar do possível corte de juros a partir de 2026.
Por fim, para o longo prazo, acima de cinco anos, a prioridade deve ser a proteção do poder de compra. Para essa função, o Tesouro IPCA+ é a recomendação das carteiras de renda fixa. Os prazos de vencimento, entretanto, divergem.
Enquanto o relatório da XP fica em títulos mais intermediários — Tesouro IPCA + 2030 e Tesouro IPCA + 2033 —, o Itaú BBA estica sua recomendação para o Tesouro IPCA + 2040. Independentemente do prazo, no entanto, em ambos os relatórios os analistas destacam as taxas reais historicamente altas nesses títulos, que são uma oportunidade de garantir renda real acima da inflação por muitos anos.
Vale destacar que os títulos recomendados pela XP (Tesouro IPCA + 2030 e 2033) não estão disponíveis na plataforma do Tesouro Direto, apenas na plataforma da corretora, para negociação via mercado secundário. Já o Tesouro IPCA + 2040 está na plataforma do TD.
No universo da renda fixa bancária, a única carteira que trouxe sugestões de CDB (Certificados de Depósito Bancário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) foi a da XP.
O CDB escolhido foi o do Banco C6, prefixado, com vencimento em julho de 2029 e uma rentabilidade de 13,9% ao ano. Para os analistas, o C6 é um banco “jovem”, mas conta com a presença do JP Morgan como acionista minoritário, o que reforça sua solidez.
Já para quem busca retornos isentos de imposto de renda, a XP recomenda a LCA do BOCOM BBM, resultado da união entre o Bank of Communications, um dos maiores bancos da China, e o Banco BBM do Brasil.
A emissão tem rating AAA, vencimento em setembro de 2030 e uma rentabilidade de 92% do CDI — ou 103,8% do CDI caso tivesse a mesma tributação de um CDB (gross-up).
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| CRA Eldorado (CRA0250080X) | 17/09/2035 | IPCA + 7,86% | AA+ |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15)* | 15/02/2044 | IPCA + 8,28% | AAA |
| Debênture MetrôRio (MGPRA0) | 15/03/2042 | ND | AAA |
| Debênture Rialma (RALM11) | 15/12/2048 | IPCA + 7,56% | AAA |
| CRI Pacaembu (25F2573710) | 27/06/2030 | 101% do CDI | AAA |
| CRA SLC Agrícola (CRA025007PT) | 22/09/2033 | CDI + 0,35% | AA |
| Debênture Vero (VERO15) | 15/07/2032 | 14,97% a.a. | A+ |
| CRA Minerva (CRA025005V8) | 16/07/2035 | 14,41% a.a. | AAA |
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Engie (EGIE29) | 15/07/2029 | IPCA + 7,2% | AAA |
| CRA BRF (CRA0250066B) | 16/07/2035 | IPCA + 7,7% | AAA |
| CPR-F Suzano (25I02598074) | 15/09/2037 | IPCA + 6,9% | AAA |
| CRI Grupo Mateus (22C1362141)* | 17/07/2034 | IPCA + 8,5% | AAA |
| CRA BRF (CRA0250020C)* | 16/04/2035 | IPCA + 7,5% | AAA |
| Debênture Cemig (CMGDB2)* | 15/03/2040 | IPCA + 7,0% | AA+ |
| Tesouro Selic 2028 | 01/03/2028 | Selic + 0,05% | - |
| Tesouro Prefixado 2028 | 01/01/2028 | 13,50% | - |
| Tesouro IPCA+ 2040 | 15/08/2040 | IPCA + 7,22% | - |
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2028 | 01/03/2028 | Selic + 0,01% | - |
| LCA BOCOM BBM | 22/09/2030 | 92% do CDI | AAA |
| CDB Banco C6 | 27/07/2029 | 13,9% | A |
| CRA São Martinho (CRA024004H7)* | 12/04/2029 | 93% do CDI | AAA |
| Tesouro IPCA+ 2030 | 15/08/2030 | IPCA + 7,4% | - |
| Tesouro IPCA+ 2033 | 15/05/2033 | IPCA + 7,3% | - |
| CRA Lar Cooperativa (CRA025006NA)* | 15/08/2030 | 101% do CDI | A |
| CPR-F Suzano (25I02597637) | 15/09/2035 | IPCA + 6,7% | AAA |
| CRA Minerva (CRA02400AYP) | 16/11/2034 | 13,7% | AAA |
| Título | Data de vencimento |
| Debênture Eletrobras - Chesf (CHSF13) | 15/06/2031 |
| Debênture CPFL Energia (CPFPA9) | 15/02/2035 |
| Debênture CPFL Energia (PALFB3) | 15/10/2035 |
| Debênture Isa Energia (TRPLB4) | 15/10/2038 |
| Debênture Vale (VALEB1) | 15/05/2032 |
| Debênture Vale (VALEC1) | 15/05/2035 |
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