Vem coisa boa aí: Nvidia dispara com chance de revogação de restrições aos chips por Trump
Governo norte-americano estuda não aplicar a chamada regra de “difusão de IA” quando ela entrar em vigor, no próximo dia 15, animando o mercado de chips de inteligência artificial

Quando Donald Trump está na presidência dos Estados Unidos, sempre há espaço para surpresas — e desta vez, o saldo foi positivo para a Nvidia. Perto do fim das negociações desta quarta-feira (8), as ações da big tech deram um salto para terminar o dia com alta de 3,1%.
O gatilho: o governo Trump estuda revogar a chamada regra de “difusão de IA”, um conjunto de restrições comerciais criado para controlar a exportação de chips avançados.
Proposta nos últimos dias da gestão de Joe Biden, a regra classifica os países em três categorias com diferentes graus de restrição para a exportação de semicondutores de inteligência artificial (IA) — como os produzidos por Nvidia, AMD e Intel — sem necessidade de licenciamento específico.
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De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, o governo Trump não pretende aplicar a regra quando ela entrar em vigor, no dia 15 de maio. E, segundo as mesmas fontes, autoridades da atual administração já trabalham em uma nova regulamentação que deve reforçar os controles sobre o envio de chips para o exterior.
Com a possível reversão, outras empresas do setor também subiram. As ações da Intel avançaram 1,86%, enquanto os papéis da AMD fecharam com alta de 1,76%.
Para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, a importância do mercado chinês não é novidade. No início da semana, ele declarou que ficar de fora da corrida de IA na China seria uma “perda tremenda”.
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A revogação ainda não é definitiva, mas representa um movimento de reorientação da política de semicondutores.
A regra de “difusão de IA”, revelada na última semana do governo Biden, surgiu como uma etapa final após anos de escalada nas restrições à venda de tecnologia para a China.
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A proposta visava impedir que chips de IA chegassem ao governo chinês por meio de intermediários, além de reforçar o papel dos EUA como centro de inovação global, exigindo requisitos de segurança para países que desejassem acesso à tecnologia americana.
Em nota, o Bureau de Indústria e Segurança, órgão vinculado ao Departamento de Comércio dos EUA, criticou a regra proposta sob Biden: “A regra de IA de Biden é excessivamente complexa, excessivamente burocrática e sufocaria a inovação americana”, afirmou o órgão por meio de um porta-voz.
“Vamos substituí-la por uma regra muito mais simples, que libere a inovação americana e garanta a dominância dos EUA em IA”, declarou.
Enquanto desenvolve a nova diretriz, o Departamento de Comércio deve seguir aplicando as restrições já em vigor à exportação de chips. Um dos pontos discutidos na reformulação seria o endurecimento dos controles sobre países que teriam redirecionado chips à China — como Malásia e Tailândia, segundo uma das fontes.
Mesmo com a sinalização de recuo, o governo Trump não deu trégua à ofensiva tecnológica contra Pequim. A administração já proibiu a venda do chip H20 da Nvidia na China, o que levou a empresa a registrar uma baixa contábil de US$ 5,5 bilhões.
*Com informações da Bloomberg
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