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Tarifas de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros tiveram origem no caso contra Bolsonaro e, mais recentemente, a Casa Branca chegou a mencionar o uso da força militar para defender a liberdade de expressão no mundo
Os sucessivos recordes do Ibovespa nesta semana esconderam a preocupação dos investidores com possíveis sanções dos EUA por conta do desfecho do julgamento de Jair Bolsonaro e de mais sete réus na tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente e os demais envolvidos foram condenados nesta quinta-feira (11) e não demorou muito para que Donald Trump reagisse ao resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem", disse Trump enquanto embarcava para Nova York.
Coube a Marco Rubio a tarefa de responder aos temores dos investidores brasileiros. Em um post nas redes sociais, o chefe da diplomacia norte-americana prometeu que os EUA "responderão de forma adequada a essa caça às bruxas".
“As perseguições políticas do violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”, disse Rubio.
Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA em julho. Na ocasião, ele justificou a medida pelo que chamou de "caça às bruxas" contra Bolsonaro.
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Na ocasião, o republicano também determinou a abertura de uma investigação comercial, acusando o Brasil de adotar práticas desleais de comércio.
Na terça-feira (9), quando o julgamento foi retomado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA estão dispostos a "usar meios militares" para "proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo", em referência ao julgamento de Bolsonaro.
Sem citar diretamente os EUA, o Itamaraty divulgou, no mesmo dia, uma nota condenando "o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força" contra a democracia brasileira.
A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Com ele, também foram condenados:
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