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Presidente diz que quem comprar petróleo e petroquímicos do país do Oriente Médio não terá mais permissão para fazer negócios com os Estados Unidos
Negociações de um lado, sanções do outro. Nesta quinta-feira (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe notícias de conciliação e de conflito na frente de comércio internacional.
Em sua rede social, Truth Social, Trump disse que qualquer país ou pessoa que comprar petróleo ou produtos petroquímicos do Irã não terá mais permissão para fazer negócios com os Estados Unidos. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo da OPEP.
"Qualquer país ou pessoa que comprar qualquer quantidade de óleo ou petroquímicos do Irã estará sujeito a, imediatamente, sanções secundárias. Eles não terão permissão de fazer negócio com os Estados Unidos da América de nenhuma maneira ou forma", escreveu o presidente americano na plataforma.
Os comentários de Donald Trump sobre o petróleo iraniano têm, como alvo indireto, a China, pois o país asiático importa mais de 1 milhão de barris por dia do Irã, acredita Scott Modell, CEO da consultoria Rapidan Energy, ouvido pela CNBC.
Para Modell, as sanções não devem impactar o fluxo de petróleo iraniano para a China, a menos que a Casa Branca mire as empresas e a infraestrutura estatais chinesas.
Mais cedo, por outro lado, Trump deu boas notícias no sentido da conciliação comercial internacional. Em discurso durante o evento do Dia Nacional da Oração, na Casa Branca, o presidente disse que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, está realizando negociações comerciais com cerca de 200 países.
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"Todos estão ligando para ele. Como aguentar? Não sei se ele consegue dormir", disse.
Segundo o republicano, o secretário do Comércio do país, Howard Lutnick também está "negociando o tempo todo". "As tarifas tornarão os EUA muito ricos", ressaltou, ao citar a importância dos consumidores comprarem carros fabricados em território americano. "Eles são os melhores, de qualquer forma", acrescentou.
Trump implementou o que ele chama de campanha de "máxima pressão" contra o Irã, que objetiva bloquear completamente as exportações de petróleo do país islâmico. O presidente acusa o Irã de usar as receitas do petróleo para financiar grupos militantes no Oriente Médio.
Trump também iniciou negociações com o Irã no mês passado em relação ao seu programa nuclear. O presidente acredita que o país do Oriente Médio está tentando desenvolver uma bomba nuclear, algo que vem sendo negado por Teerã.
Também nesta quinta-feira (1), o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, sinalizou novamente a possibilidade de que os EUA anunciem um acordo comercial em breve.
Em entrevista à CNBC nesta manhã, Hassett disse que podem ter "notícias sobre tarifas" até o fim do dia, mas recusou a revelar qual a natureza ou qual deve ser o primeiro país a assinar um acordo. "Eu acho que sei qual será, mas não posso contar", disse, ao ser questionado.
Hassett afirmou que o governo do presidente americano, Donald Trump, já recebeu mais de 20 propostas de acordos comerciais.
Sobre a China, o conselheiro disse que está "pronto para qualquer eventualidade", incluindo uma possível escalada das tensões. Contudo, ele classificou como sinal de "boa fé" a potência asiática ter isentado determinados bens americanos.
"Nossos amigos chineses estão progredindo para mover a bola para frente e alcançar um acordo", disse, embora tenha revelado que ainda não conversou com qualquer autoridade chinesa sobre o assunto.
Trump, que teve uma reunião com o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse hoje também que está "trabalhando muito duro em um grande e lindo projeto de lei" e que, se não for aprovado, os impostos aumentarão 68%.
"As coisas estão indo muito bem e estamos dentro do cronograma com o projeto de lei de impostos. Os detalhes finais estão sendo acertados", afirmou.
No início da semana, o presidente americano anunciou o plano de um projeto de lei abrangente com cortes significativos de impostos, medidas rigorosas de segurança nas fronteiras e reformas nos gastos públicos.
*Com informações da CNBC e do Estadão Conteúdo
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