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A força do passaporte é medida pelo número de países que podem ser visitados sem visto ou com documento simples de obter

O que define um passaporte forte não é se o país emissor é uma das maiores economias do mundo. Se fosse por isso, sortudos seriam os viajantes dos Estados Unidos e da China.
Na verdade, um passaporte forte é aquele que permite a entrada em diversos países, sem necessidade de vistos ou então, com documentos fáceis de obter, como vistos na chegada e autorizações eletrônicas de viagem.
Com base nesse critério de classificação, o melhor país para emitir o documento é Singapura.
A informação vem direto da versão 2025 do Índice de Passaportes da Hendley, consultoria especializada em processos de residência e cidadania através de investimentos.
O ranking, que considera 199 passaportes e viagens para 227 destinos, é montado da seguinte forma: o passaporte ganha um ponto se permitir a entrada em um país sem visto ou com um documento de fácil obtenção.
Singapura teve 195 pontos, ou seja, os portadores do passaporte singapuriano podem entrar em 195 países com facilidade.
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Alguns países podem ter o mesmo número de pontos e partilharem a mesma posição no índice. Em 2024, a nação asiática tinha empatado com outros cinco países: Japão, Alemanha, Itália, Espanha e França. Mas, em 2025, alcançou de fato a liderança.
O Brasil está na 18ª posição, com passaporte que concede acesso “livre” a 171 destinos diferentes.
Veja a lista dos top 5:
Considerando os dados dos últimos 10 anos, é bem perceptível a mudança de classificação de alguns passaportes.
O documento dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, ganhou acesso a 72 novos países nesse período e já ultrapassa o Brasil, conquistando a 10ª posição.
O dos Estados Unidos é o 9º melhor, mas já teve uma classificação melhor. Segundo comunicado da Hindley, o país foi o que teve a segunda maior queda de posição desde 2015, atrás apenas da Venezuela. A Terra do Tio Sam já chegou a ocupar o top 2 do índice.
Para os viajantes internacionais chineses, a situação melhorou também. No ano passado, a China ganhou 29 pontos. Hoje, ocupa a 60ª posição, com 58 destinos “livres”.
Na lanterna do índice, está o Afeganistão, cujo passaporte permite acesso a apenas 26 países. Entre os destinos “liberados” para os afegãos, estão Camboja, Maldivas, Sri Lanka e Haiti.
A distância entre o primeiro e o último lugar é a maior em 19 anos, segundo a Hindley. Singapura e Afeganistão têm uma diferença de 169 pontos.
A Coreia do Norte tem passaporte liberado em 41 países, ranqueando acima de nações como Síria, Iraque, Iêmen, Paquistão, Somália e Líbia, por exemplo.
* Com informações da CNBC.
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