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Historicamente, fluxos grandes de compra de bolsa americana aconteceram logo antes de quedas do mercado

Os investidores estrangeiros são péssimos de timing quando o assunto é comprar ações nas bolsas dos Estados Unidos, na visão do fundador da Yardeni Research, Ed Yardeni, um dos principais analistas independentes do mercado.
Quer alguns exemplos? Historicamente, fluxos compradores intensos ocorreram logo antes do crash de 1987 (em que ocorreu a Segunda-Feira Negra), antes do estouro da bolha “.com” nos anos 2000 e antes da última grande crise econômica, em 2008.
Uma pesquisa feita por Yardeni mostrou que, nos últimos três meses, estrangeiros compraram US$ 76,5 bilhões em ações americanas.
E este não costuma ser um bom sinal para Wall Street, justamente pelo histórico ruim das outras grandes movimentações de compra.
“As compras dos investidores estrangeiros têm um histórico de serem um indicador contrário. Eles tendem a ser grandes compradores pouco antes do bear market', escreve o estrategista.
O fenômeno de se posicionar em ações americanas não é restrito a países emergentes.
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O Financial Times reportou que houve um aumento de 65% da participação dos sul-coreanos nos papéis das bolsas dos EUA, no ano passado.
O investimento foi justificado pelo fato de que o mercado americano tem sido o lar das empresas de melhor performance, como Apple, Nvidia e Tesla, enquanto as empresas locais lutam para competir.
Em novembro, o Reino Unido registrou entradas de 590 milhões de libras de investidores de varejo em fundos de ações americanas, e saídas de 552 milhões de libras em fundos de ações domésticas, de acordo com a Investment Association.
O interessante é que esse movimento de “buy Wall Street” também se espalhou entre os investidores institucionais.
Segundo relatos do historiador Niall Ferguson na The Free Press, “quase todo mundo no Fórum Econômico de Davos está bullish com os Estados Unidos” e pessimista com a União Europeia.
"O novo consenso de Davos é que a Europa não consegue se reerguer economicamente e nunca conseguirá, enquanto os Estados Unidos estão em plena ascensão, e se você não possui as grandes ações americanas, o 'FOMO' pode te consumir”', disse ele.
O problema é que o consenso de Davos está quase sempre errado. E, para Ferguson, este é um sinal para apostar no outro lado deste trade.
“Adotar uma postura contrária apenas para ‘ser do contra’ não é necessariamente uma estratégia vencedora. Yardeni, por exemplo, é um dos estrategistas mais otimistas de Wall Street. Mas, neste caso, há um sólido argumento que sustenta esta visão contrária”, escreve o portal financeiro Market Watch.
* Com informações do Market Watch.
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