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A controladora da bolsa brasileira lançou três opções com base em decisões de política monetária do Fed, do BCE e do Banxico; entenda como funcionam
Dizem que quanto maior a expectativa, maior o tombo. Mas esse ditado popular pode não valer quando o assunto é investimento baseado nos juros dos EUA, da Europa ou do México. Isso porque é justamente com base na expectativa dos investidores de aumento, queda ou manutenção das taxas nessas regiões que a B3 lançou nesta quarta-feira (17) três novas opções para o investidor.
A ideia é que os três novos contratos de Opções de Política Monetária internacionais funcionem como os de Opções de Copom, lançadas pela B3 em 2020.
Funciona assim: o investidor assume uma posição com base na sua expectativa para a decisão de juros do país — queda, alta ou manutenção — e com base na proporção — 25, 50 ou 75 pontos-base e assim por diante — no caso da aposta no aumento ou no corte da taxa básica.
Do mesmo jeito como acontece nas Opções de Copom, a negociação dos novos contratos de Opções de Política Monetária internacionais ocorre até o fim do pregão no dia das decisões de juros de Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), do Banco Central Europeu (BCE), e do Banxico (o banco central mexicano). O vencimento dessas opções ocorre no dia útil seguinte à divulgação da decisão.
Segundo a B3, esses contratos, além de permitirem a negociação de forma simples, também são usados como um indicador das expectativas dos investidores sobre as decisões monetárias.
“Trata-se de um produto padronizado, no ambiente da bolsa de valores, transparente e que amplia o leque de estratégias disponíveis para proteção das carteiras de investimentos”, diz Felipe Gonçalves, superintendente de produtos da B3.
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Os três novos contratos de eventos financeiros lançados nesta quarta-feira (17) são:
Vale lembrar que o prêmio negociado pelos Contratos de Opção de Política Monetária pode variar em uma escala de 0 a 100 pontos e reflete diretamente a probabilidade de ocorrer determinado cenário.
Cada ponto vale uma unidade da moeda de cada país (dólar, peso mexicano ou euro) e cada strike (preço de exercício) representa uma possível variação da taxa de juros.
Na negociação da opção, o investidor paga — no caso do titular — ou recebe — no caso do lançador — um prêmio, que varia de 0 a 100 pontos. Esse prêmio reflete a probabilidade atribuída pelo mercado à concretização do cenário representado pela opção.
Caso o cenário se confirme na data de vencimento, a opção é exercida, e o titular recebe o valor total, equivalente aos 100 pontos, pago pelo lançador.
Em qualquer outro cenário, a opção não gera pagamentos adicionais, e o resultado da operação se limita ao prêmio pago ou recebido no momento da negociação.
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