O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Eleitores da província de Buenos Aires vão às urnas em momento no qual Milei sofre duras derrotas políticas e atravessa escândalo de corrupção envolvendo diretamente sua própria irmã
Os eleitores da província de Buenos Aires vão às urnas neste domingo (7) para redefinir o Parlamento local. Embora se trate de um pleito regional, a votação testa a popularidade do presidente Javier Milei. Isso em um momento no qual o político radical de direita atravessa uma "tempestade perfeita", em meio a duras derrotas políticas e a um escândalo de corrupção envolvendo diretamente sua própria irmã.
Trata-se de uma eleição legislativa local, é verdade. Mas ela pode servir de termômetro para o que está por vir na política argentina. Isso porque a província de Buenos Aires concentra cerca de 40% de todo o eleitorado argentino.
Embora a região seja considerada um reduto da centro-esquerda, pesquisas de intenção de voto apontam para um empate técnico entre peronistas e candidatos potencialmente ligados a Javier Milei.
Ao mesmo tempo, a Argentina passará por eleições nacionais de meio de mandato no mês que vem. Tudo em um momento no qual a popularidade do atual presidente encontra-se no ponto mais baixo desde que chegou ao poder, há quase dois anos.
O escândalo envolvendo a irmã de Milei eclodiu em agosto.
Um jornalista local divulgou no mês passado áudios nos quais Diego Spagnuolo, então diretor da Agência Nacional de Deficiência, falava sobre um esquema de propinas envolvendo a empresa Suizo Argentina, uma distribuidora de medicamentos.
Leia Também
Nas gravações, uma voz que seria de Spagnuolo afirma que altos funcionários do governo, entre eles a irmã de Milei, Karina, e seu principal assessor, Eduardo Menem, teriam recebido subornos de US$ 500 mil e US$ 800 mil em troca de contratos com o governo. Karina Milei receberia uma comissão entre 3% e 4% do valor dos contratos.
“Eu disse a ele, ‘Javier, você sabe que estão roubando, que sua irmã está roubando’”, diz a voz que seria a de Spagnuolo.
Não está claro quem capturou o áudio nem quando, mas especula-se que as gravações teriam ocorrido no decorrer dos últimos 12 meses.
O áudio veio à tona logo depois de Milei ter vetado o aumento de benefícios a pessoas com deficiência, argumentando que isso colocaria em risco o superávit fiscal do governo. Em uma dura derrota política para o presidente, o Senado argentino derrubou o veto na última quinta-feira. Foram 63 votos pela derrubada do veto, contra apenas sete por sua manutenção.
Conhecido pela eloquência, Javier Milei passou seis dias em silêncio depois da eclosão do escândalo.
Poucas horas depois da divulgação das gravações, ele demitiu Spagnuolo, que também era seu advogado pessoal.
Um juiz federal ordenou buscas nos escritórios e residências de Spagnuolo e dos executivos da Suizo Argentina.
Sob pressão, assessores de Milei contestaram a veracidade das gravações e acusaram a oposição de orquestrar um escândalo para minar as chances eleitorais do governo.
Na última quarta-feira, durante ato de campanha, Milei explodiu ao ser questionado por um repórteres: “É tudo mentira."
O fim do comício foi caótico, com manifestantes atirando pedras na comitiva do presidente.
No dia seguinte, Milei saiu em defesa da irmã. Ela segue no cargo, mas parece figurar cada vez mais como calcanhar de Aquiles do irmão.
Logo em seguida vieram à tona gravações de Karina Milei conversando com funcionários dentro de seu gabinete na Casa Rosada.
O teor das falas parece inócuo. No entanto, o jornalista Mauro Federico, responsável pelo áudio de Spagnuolo, afirma ter em mãos quase uma hora de gravações com potencial devastador.
A afirmação deixou o governo argentino em pânico. Manuel Adorni, porta-voz de Milei, alegou que as conversas foram “gravadas ilegalmente” e denunciou o vazamento como “uma operação ilegal de inteligência destinada a desestabilizar o país.”
A polícia realizou buscas nas casas de diversos jornalistas, inclusive a de Mauro Federico, apreendendo laptops, celulares e HDs. Um juiz federal proibiu os meios de comunicação de publicar quaisquer gravações feitas dentro da Casa Rosada.
Grupos de defesa da liberdade de imprensa protestaram contra a decisão. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, trata-se de “uma das mais sérias ameaças à liberdade de imprensa no país desde o retorno da democracia.”
Em meio ao escândalo, a popularidade de Milei caiu abaixo de 40% pela primeira vez desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023.
Enquanto os mercados financeiros se preparam para mais incertezas, as ações argentinas despencaram e as taxas projetadas dos títulos da dívida dispararam.
Não que os argentinos nunca tenham visto esse filme antes, mas o dólar foi às alturas.
Isso levou Milei a tomar uma decisão que contraria sua agenda ultraliberal: uma intervenção para deter a desvalorização do peso argentino.
Túnel de Base do Gotardo encurta travessias alpinas, tira caminhões das estradas e virou um marco de planejamento de longo prazo
O presidente dos EUA acusa o primeiro-ministro Mark Carney de transformar o país vizinho em um “porto de entrada” para produtos chineses
Um detalhe de estilo do presidente francês viralizou no Fórum Econômico Mundial e adicionou milhões de dólares ao valor de mercado de uma fabricante de óculos
Para o banco norte-americano, embora o otimismo já esteja parcialmente refletido nos preços, ainda existem oportunidades valiosas em setores que alimentam a revolução tecnológica
No evento Onde Investir 2026, especialistas traçam as melhores teses para quem quer ter exposição a investimentos internacionais e ir além dos Estados Unidos
Jerome Powell deixa a presidência do Fed em maio e Trump se aproxima da escolha de seu sucessor; confira os principais nomes cotados para liderar a instituição
Desvalorização do dólar, disparada do ouro, da prata e da platina, venda de títulos do Tesouro norte-americano — tudo isso tem um só gatilho, que pode favorecer os mercados emergentes, entre eles, o Brasil
Após anos de perdas e baixa contábil, a saída do “sonho grande” volta à mesa com a chegada do novo CEO Greg Abel; entenda
Pequena parte do dinheiro reaparece quase dez anos depois, mas a mulher por trás do maior golpe de cripto continua desaparecida
No interior da China, um homem decidiu morar dentro de uma montanha ao escavá-la por completo, criando uma casa sustentável integrada à produção agrícola
Um levantamento da CBRE mostra a capital paulista no top 5 entre os maiores mercados do mundo em residências de luxo associadas a marcas
Cálculos do JP Morgan mostram que cerca de US$ 25 bilhões poderiam entrar na bolsa brasileira vindos lá de fora
Medida dos Estados Unidos barra novos vistos de imigrantes para o Brasil e outras 74 nações sob o argumento de evitar custos ao contribuinte americano
Número 1 do Brasil, João Fonseca estreia no Australian Open 2026 diante do norte-americano Eliot Spizzirri; partida acontece às 22h40, no horário de Brasília
A China domina o segmento dos minérios indispensáveis para fazer de smartphones até mísseis inteligentes, mas o Brasil ocupa o segundo lugar e pode se beneficiar com o “degelo” nas relações com os EUA
Após ameaça de tarifas de até 25% feita por Donald Trump, União Europeia avalia acionar instrumento de anticoerção econômica que pode atingir empresas e investimentos dos EUA
Relatório da Oxfam mostra que bilionários acumularam US$ 2,5 trilhões em um único ano, enquanto pobreza estagna e fome avança
Até então, o Inter operava nos EUA por meio da subsidiária Inter Payments e pela Inter US Holdings; BTG e Nubank também miraram o mercado norte-americano
Os estrategistas do BofA selecionaram quatro setores que podem se beneficiar da inteligência artificial sem a exposição direta às empresas de tecnologia
Declarações de Trump sobre a Groenlândia levantam dúvidas sobre os limites da defesa coletiva da OTAN quando a ameaça parte de um país-membro da própria aliança