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ESTÍMULOS OU COLAPSO

A batalha da China está longe do fim — e a primeira deflação em mais de um ano é um sinal disso

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China caiu 0,7% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, invertendo o aumento de 0,5% visto em janeiro

china juros
Imagem: Shutterstock

A primeira deflação da China em mais de um ano coloca em evidência o tamanho do desafio que o governo de Xi Jinping enfrenta para estimular a demanda interna ao mesmo tempo em que enfrenta uma guerra comercial com os EUA.

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O índice de preços ao consumidor (CPI) da China caiu 0,7% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, invertendo o aumento de 0,5% visto em janeiro, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas divulgados neste domingo (9) no horário local. Pesquisa do Wall Street Journal com economistas projetava uma queda de 0,5%.

Os preços dos produtos alimentícios recuaram 3,3% em relação a fevereiro de 2024, e os de itens não alimentícios, -0,1%.

Na comparação com janeiro de 2025, o CPI recuou 0,2%. No acumulado do primeiro bimestre, o indicador caiu 0,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O índice de preços ao produtor (PPI) caiu 2,2% em fevereiro sobre o mesmo mês de 2024, mais do que a baixa de 2,1% esperada pelo mercado. 

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Em relação a janeiro de 2025, o indicador recuou 0,1%. No acumulado do primeiro bimestre, o PPI baixou 2,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.

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De quem é a culpa da desinflação na China?

Em parte, a queda nos preços na China se deve a uma base de comparação alta, já que, em 2024, o feriado de uma semana do Ano Novo Lunar caiu inteiramente em fevereiro.

Ainda assim, eles alertam que o recuo indica que, mesmo após uma recente mudança nos estímulos econômicos, as autoridades têm muito a fazer para convencer as cautelosas famílias chinesas a abrirem suas carteiras. 

Essa tarefa, ainda de acordo com os economistas, é essencial para manter funcionando uma economia afetada por tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

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As exportações, importante motor de crescimento para a economia de US$ 18 trilhões, já mostram sinais de oscilação: os embarques da China cresceram apenas 2,3% no primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Uma nova rodada de estímulos vem aí?

Com as tarifas dos EUA entrando em vigor em fevereiro e março, muitos analistas preveem que o impacto será sentido com mais força nos próximos meses e a China pode ser forçada fazer uma nova rodada de estímulos.

A China precisa de um motor para alcançar a meta de crescimento de cerca de 5% neste ano — que, segundo economistas, pode ser desafiadora de ser alcançada, principalmente em meio ao consumo doméstico persistentemente fraco, uma disputa comercial com os EUA e a crise imobiliária que ainda não foi totalmente resolvida. 

Cálculos baseados em metas oficiais de déficit indicam uma perspectiva ainda mais sombria para os preços: se o governo não agir, a China caminho para a mais longa sequência de quedas de preços desde a década de 1960. 

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China será o Japão da década de 1990?

Recentemente, um membro do alto escalão do governo chinês viu o copo meio cheio com relação aos preços mais baixos na China — e despertou a preocupação de economistas ao redor do mundo. 

Segundo esse funcionário do governo, os preços continuamente baixos elevariam os encargos da dívida e suprimiriam o investimento corporativo. 

O problema é que essa foi justamente a mesma armadilha que levou o Japão a ver um colapso dos ativos e viver anos de estagnação na década de 1990. 

*Com informações do Estadão Conteúdo e da CNBC

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