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O novo valor da assinatura passa a vigorar a partir de setembro nos mercados do Sul da Ásia, Oriente Médio, África, Europa, América Latina e região da Ásia-Pacífico

Quem não consegue fazer nada sem música terá que gastar um pouco a mais para não ficar ouvindo o som do vento. O Spotify anunciou nesta segunda-feira (4) o aumento no valor da assinatura premium.
A partir de setembro, os assinantes terão que desembolsar R$ 23,90 para continuar ouvindo suas canções favoritas sem anúncios. Até agosto deste ano, o preço era de R$ 21,90.
O Spotify não anunciou se outros planos além do premium, como o duo ou família, também passarão por reajuste.
“Ao longo do próximo mês, os assinantes premium em diversos mercados do Sul da Ásia, Oriente Médio, África, Europa, América Latina e região da Ásia-Pacífico receberão um email explicando o que essa atualização significa para sua assinatura”, informou o comunicado da empresa.
O reajuste no preço da assinatura vem após o resultado do segundo trimestre deste ano (2T25), quando a gigante do streaming teve 276 milhões de assinantes pagos, os chamados premium, 3 milhões acima do esperado para o período.
Apesar de apresentar um aumento de usuários pagantes, o Spotify reportou um prejuízo líquido de 86 milhões de euros, revertendo o lucro de 274 milhões de euros obtido no mesmo período de 2024.
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Desde a divulgação dos resultados na última terça-feira (29) até o fechamento da última sexta (1) da bolsa de Nova York (Nyse) — onde a empresa é listada —, o papel do Spotify acumulou queda de 10,53%.
Após o anúncio de reajuste de preço de hoje, as ações da plataforma de streaming dispararam 6,78%, a US$ 670,19, por volta das 13h. No mesmo horário, o Spotify também operava com alta, com os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) avançando 6,51%, cotados a R$ 921,35.
O crescimento da base de usuários no segundo trimestre veio principalmente da América Latina, Europa e outros mercados globais.
Segundo o balanço da empresa, a expansão do portfólio — com destaque para audiobooks incluídos na assinatura premium — ajudou a manter o ritmo de crescimento.
Já as horas de escuta de livros aumentaram 35% em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, e o recurso foi expandido para outros países durante o trimestre.
O segmento premium respondeu por 3,74 bilhões de euros da receita total, com alta de 12% na comparação anual. Já a receita com publicidade, área apontada como estratégica, caiu 1% em termos nominais, mas cresceu 5% em moeda constante.
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