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Lojas Renner e C&A também tiveram destaque entre as escolhas, com vestuário de baixa e média renda registrando algum otimismo em relação ao primeiro trimestre
O período de vacas magras parece ter ficado para trás para o setor de varejo. Pelo menos é isso que indica uma pesquisa da XP com 30 investidores institucionais — aqueles que gerem o capital de terceiros, como fundos de pensão, fundos de investimento e family offices.
Pelo menos metade desses investidores afirmaram ter aumentado sua exposição ao setor neste último mês. O sentimento melhorou ao ponto de o nível de pessimismo com as empresas da área atingir o menor percentual (6%) registrado pelo acompanhamento da XP desde outubro de 2023.
E não só: 66% responderam na pesquisa que esperam uma temporada de resultados do primeiro trimestre de 2025 melhor do que o projetado pelo mercado — mas com uma certa cautela, já que apenas 41% acreditam que os resultados virão sólidos.
Mas esse céu de brigadeiro não se aplica ao setor como um todo. Os institucionais têm seus preferidos, e também têm ressalvas em relação ao cenário.
O destaque é a Smart Fit (SMFT3). A empresa foi escolhida por 47% dos respondentes como a principal aposta de resultados no primeiro trimestre do ano.
No quarto trimestre, analistas apontaram que a empresa entregou consistência e resultados sólidos, com forte crescimento de receita e expansão de margem. Para os primeiros meses deste ano é esperado que esse desempenho se repita.
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Entre os fatores considerados para a decisão de investimento dos fundos neste momento, a força dos resultados no primeiro trimestre e o valuation das ações foram apontados como os mais importantes na pesquisa da XP.
Para além de Smart Fit, as empresas de vestuário de baixa e média renda, Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3), também foram destacadas.
O relatório diz que a aposta no setor é quase consensual neste momento, embora o segmento de alta renda também tenha sido incluído por alguns fundos devido à característica de demanda mais sólida, enquanto a tese de baixa e média renda está mais calcada em reajuste de preços e melhoria da eficiência das empresas.
Para este segmento mais abastado, as ações escolhidas foram Vivara (VIVA) e Azzas 2154 (AZZA3).
Se tem vencedoras, tem perdedoras.
Os nomes preteridos pelos investidores institucionais foram RD Saúde (RADL3), Natura (NTCO3), Grupo SBF (SBFG3) e Petz (PETZ3).
O levantamento não traz muitos detalhes sobre as escolhas. No caso da RD, a expectativa da XP é de que a empresa deve enfrentar dinâmicas mais desafiadoras nos próximos meses, principalmente em relação à concorrência, o indicador de vendas mesmas lojas (SSS) e margens pressionadas.
Já a Natura se tornou uma ação “non grata” depois do resultado decepcionante do quarto trimestre, de acordo com a XP. “A maioria [dos investidores] agora vê o caso como uma história que levará tempo para reconstruir uma visão mais construtiva”.
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