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Cenário mais turbulento para as empresas não passou despercebido pelo banco, que não alterou as recomendações para os papéis
Depois de um período complicado para o varejo brasileiro, o Safra resolveu revisar o preço-alvo para Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) — mas isso não significa, necessariamente, que chegou a hora de colocar as ações na carteira.
Os analistas do banco esperam que as ações do Magazine Luiza fechem o ano a R$ 12, não mais a R$ 8,50. Já as ações das Casas Bahia (BHIA3), eles veem potencial de alta até R$ 4, não mais até R$ 3,20.
Entretanto, em nenhum dos casos houve revisão de recomendação para as varejistas brasileiras.
Em relatório desta segunda-feira (28), o Safra manteve a recomendação de venda para as ações BHIA3.
O analista Vitor Pini escreveu que Casas Bahia continua sendo uma empresa “retardatária” devido ao nível de retorno inferior em relação aos seus pares.
A estimativa do banco para o retorno sobre o capital investido (ROIC) da varejista é de apenas 2% ao ano entre 2024 e 2027, ante 6% do Magalu e 59% do Mercado Livre.
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Esse aspecto somado a uma queima de caixa alta e um potencial de queda implícito de 31% justificariam a recomendação de venda para Casas Bahia.
Já no caso de Magazine Luiza, a recomendação do Safra é neutra.
Pini argumenta que o crescimento ligeiramente menor da receita e o nível mais alto de despesa financeira líquida levou o Safra a reduzir a estimativa de lucro líquido em 14% em 2025.
Com isso, a métrica de preço sobre lucro ficou em 26 vezes para 2025 ou 13 vezes para 2026, o que o analista aponta como uma avaliação razoável para as ações.
O Safra destaca que o Magazine Luiza tem mantido uma geração de caixa estável, mesmo em meio ao cenário macroeconômico deteriorado pelo aumento nas taxas de juros. Isso significa uma abordagem mais diligente, equilibrando crescimento e lucratividade, avalia o banco.
*Com informações do Money Times.
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