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Companhia vai definir nova tarifa em dezembro deste ano com base no RAB líquido de 2024; banco suíço prevê um reajuste de 3%

A Sabesp (SBSP3) se prepara para novas marés, e os investidores estão ansiosos. O motivo é a primeira revisão tarifária pós-privatização da companhia. Com isso, Bradesco BBI e UBS BB atualizaram o preço-alvo das ações da companhia.
O Bradesco fixou em R$ 174 por ação. O valor indica um potencial de valorização de 42%.
Já o UBS BB elevou o preço-alvo de R$ 136 para R$ 146, com potencial de alta de 19%. A classificação para os papéis, por outro lado, continuou neutra.
Nesta segunda-feira (13), por volta das 14h40, as ações da Sabesp estavam sendo negociadas a R$ 123,55, com alta de 1,10%.
O processo de ajuste tarifário inclui a reavaliação e a atualização das taxas de saneamento básico para equilibrar os custos da companhia e o preço cobrado aos consumidores.
Esse processo está previsto para acontecer em dezembro. A tarifa que for definida vai ser colocada em prática a partir de janeiro de 2026.
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O reajuste deste ano não é considerado uma revisão completa, mas tem seu valor: serve para indicar como o regulador tratará os investimentos da companhia e a forma de compensar o capex (investimentos) entre revisões tarifárias, de acordo com a emenda de fim de 2024. A revisão completa está marcada para 2029.
“O ajuste atualizará o RAB líquido da companhia [ativo regulatório líquido, estimado em R$ 85,9 bilhões ao final de 2024] e aplicará ajustes necessários do ciclo anterior, antes da privatização, quando a empresa ainda operava em modelo prospectivo.”
UBS BB
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (13), o Bradesco BBI diz que a Sabesp ainda apresenta potencial não totalmente precificado, tanto pela recuperação da concessão atual quanto pelo crescimento inorgânico.
Para o banco, dois fatores podem ajudar nesse potencial:
Hoje, a Sabesp é negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,6%. O percentual está acima de concorrentes como Equatorial (9,6%) e Energisa (10,1%). O UBS BB calcula uma TIR real de 12,8% sobre os preços atuais.
A perspectiva é que essa TIR se aproxime ao Tesouro IPCA+ 2025 (NTN-B) ao longo do tempo. Isso pode ocorrer em dois possíveis cenários:
O cálculo da tarifa de 2026, que vai ser definida neste ano, vai ser baseado no RAB líquido de 2024. O UBS BB estima que o ajuste tarifário nominal será de quase 3% neste ano.
Os investimentos realizados pela Sabesp, incluindo a correção de capex não executado no ciclo anterior, estimado em R$ 1 bilhão, serão considerados no reajuste. Também vai pesar na conta a atualização do modelo para refletir que 25% do capex anual não estará operacional até o fim do exercício, sendo incorporado ao RAB do ano seguinte.
A revisão tarifária de 2026, que vai propor uma tarifa para ser aplicada em 2027, vai levar em conta a remuneração da diferença entre os RABs de 2025 e 2024, corrigida pela inflação e pelo WACC (custo médio ponderado de capital) regulatório, mantendo efeito neutro em valor presente líquido (VPL).
O mecanismo usado por empresas de saneamento para ajustar as tarifas de acordo com os custos não recuperados nos anos anteriores é o Fator U. Ele só será aplicado na revisão que vai definir a tarifa de 2027.
Na semana passada, a Sabesp anunciou a compra da maior parte das ações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). A companhia vai controlar 70,1% do capital social da Emae. O valor do contrato foi de R$ 1,13 bilhão.
O UBS BB explica que a transação deve aproximar a Sabesp de uma estrutura de capital mais eficiente. O banco prevê que a compra vai:
O CEO da Sabesp, Carlos Piani, definiu a aquisição como um “negócio pequeno, mas muito estratégico”. O diretor da companhia espera unificar a administração dos principais reservatórios da região metropolitana, aumentar a eficiência com operação integrada e reduzir o risco de crises de abastecimento no médio e longo prazo.
A compra ainda precisa ser aprovada pelas autoridades reguladoras. A transação será feita com o caixa da Sabesp e não vai impactar a alavancagem da companhia.
*Com informações do Money Times.
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