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Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan

Em meio a uma reorganização societária aprovada no início deste mês, a Raízen (RAIZ4) informou a renúncia de dois membros do conselho de administração: Cristiano Pinto da Costa e Rodrigo Araújo Alves, que deixam os cargos no meio do mandato.
As cadeiras, no entanto, não ficarão vazias. A empresa informou que as vagas serão ocupadas por Roland Alexander Ilube e Vasco Augusto Pinto da Fonseca Dias Júnior, que foram indicados pelos acionistas da Shell e da Cosan.
Vale lembrar que, em 14 de novembro, Rodrigo Araújo Alves também renunciou ao cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan. Ele será substituído por Rafael Bergman, que assumirá a posição a partir de 5 de dezembro de 2025.
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Roland é o atual vice-presidente sênior de aquisições, desinvestimentos e novos negócios – Downstream & Renováveis renováveis – na Shell International.
Tendo ingressado na Shell em 1995, ele conta com mais de 30 anos de experiência em finanças e no setor de energia.
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Já Vasco é graduado em Sistemas da Informação pela PUC-RJ, com pós-graduação executiva pela Universidade de Michigan (EUA).
Ao longo da carreira, ele atuou como vice-presidente comercial, CEO e vice-presidente de operações e vendas da Shell, diretor executivo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), presidente do Conselho de Administração da GalvaSud, CEO da Raízen, e membro do Conselho de Administração da Cosan.
A mudança no conselho vem em meio a fortes pressões sobre a Raízen, que vem entregando uma sequência de resultados fracos e endividamento altíssimo.
Além disso, os negócios de açúcar, etanol e combustíveis da empresa não estão indo bem, enquanto o cenário de commodities e clima não ajudou.
Com isso, o mercado passou a duvidar da capacidade da empresa de entregar crescimento e reduzir a dívida no ritmo necessário.
No segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26), a Raízen divulgou um prejuízo de R$ 2,3 bilhões. No final de outubro, a Fitch Ratings reduziu a nota de crédito da companhia, enquanto a Moody’s colocou o rating sob revisão.
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