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A receita com vendas, no entanto, caiu 2,6% na comparação anual, embora tenha vindo acima das projeções; confira todos os números da estatal
A noite desta quinta-feira (7) está turbinada por resultados trimestrais de empresas brasileiras, mas quem é o grande destaque das divulgações do dia é a Petrobras (PETR4) — especialmente porque a estatal conseguiu reverter um prejuízo bilionário e ainda anunciou a distribuição de dividendos aos acionistas.
Entre abril e junho, a Petrobras alcançou lucro líquido de R$ 26,652 bilhões. Além de reverter um prejuízo líquido de R$ 2,605 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, o resultado veio acima das projeções da Bloomberg de R$ 20,172 bilhões para o período. Você pode conferir aqui as projeções completas.
A reversão do prejuízo já era esperada pelo mercado, diante do aumento da produção e dos preços do petróleo. A Petrobras informou que o preço médio do Brent no período foi de US$ 67,82 o barril, queda de 20,2% ante ao mesmo período do ano anterior. Você pode conferir aqui os detalhes do relatório operacional do segundo trimestre.
A receita com vendas da Petrobras somou R$ 119,128 bilhões no segundo trimestre, resultado 2,6% menor do que o obtido em igual intervalo de 2024. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 3,3%. A previsão da Bloomberg apontava para R$ 113,969 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 5,1% ano a ano, para R$ 53,257 bilhões. Em base trimestral, no entanto, houve queda de 14,5%.
A dívida líquida da Petrobras subiu para US$ 58,563 bilhões, um resultado 26,9% maior do que o registrado no segundo trimestre de 2024 e 4,5% acima do registrado no primeiro trimestre de 2025.
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Os investimentos da Petrobras, que estavam nos holofotes do mercado no trimestre passado, subiram 30,6% entre abril e junho ante o mesmo período de 2024, para US$ 4,431 bilhões. Em base trimestral, a alta foi de 9%.
Vale lembrar que, no quarto trimestre, a estatal justificou o prejuízo com o estouro em cerca de US$ 2 bilhões do capex, algo que os executivos disseram que não se repetiria nos próximos trimestres — por isso, os aportes da petroleira passaram a ser acompanhados ainda mais de perto.
Os analistas consultados pelo Seu Dinheiro esperam, de maneira geral, uma distribuição menor de dividendos da Petrobras em 2025, mas o que foi entregue hoje veio abaixo do consenso.
As projeções indicavam que a Petrobras distribuiria US$ 2,2 bilhões, ou cerca de R$ 12 bilhões no câmbio atual, em dividendos ordinários no segundo trimestre.
A estatal acabou anunciando R$ 8,66 bilhões, ou US$ 1,6 bilhão, em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) referentes ao período de abril a junho deste ano. Nos três meses anteriores, a distribuição foi de R$ 11,72 bilhões.
Os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de novembro e dezembro de 2025. O valor a ser pago será de R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que:
Terão direito a receber os proventos quem estiver na base acionária da Petrobras no dia 21 de agosto de 2025 para os papéis negociados na B3 e em 25 de agosto de 2025 para os detentores de ADRs negociados em New York.
As ações da Petrobras passarão a ser negociadas ex-direitos na B3 a partir de 22 de agosto de 2025. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito aos proventos.
Para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, o pagamento da primeira parcela será realizado no dia 21 de novembro de 2025 e o da segunda parcela no dia 22 de dezembro de 2025.
Os detentores de ADRs receberão os pagamentos a partir de 1 de dezembro de 2025 e de 30 de dezembro de 2025, respectivamente.
Além dos resultados do segundo trimestre, o conselho de administração da Petrobras aprovou, em reunião realizada ontem, no âmbito dos elementos do plano estratégico, a inclusão do posicionamento da estatal em distribuição nos segmentos de refino, transporte e comercialização (RTC), gás e energia (G&E) e baixo carbono.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras detalhou que esse posicionamento prevê a atuação em negócios rentáveis e parcerias nas atividades de distribuição, respeitando as disposições contratuais vigentes.
Entre os direcionadores estratégicos estão a expansão na distribuição de gás (GLP), a integração com outros negócios no Brasil e no exterior e a oferta de soluções de baixo carbono aos clientes.
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