Petrobras (PETR4) aumenta produção de petróleo em 7,6% no 2T25 e vende mais para a China, mas reação em NY é negativa
A produção total da estatal chegou a 2,879 milhões de barris entre abril e junho, uma alta de 8,1% em termos anuais e de 5,1% na comparação trimestral; confira todos os números do período

O petróleo em US$ 70 no segundo trimestre foi o calcanhar de Aquiles das petroleiras e pode pesar nos resultados financeiros da Petrobras (PETR4). No entanto, a expansão da produção entre abril e junho deve compensar, ainda que parcialmente, os preços do barril no período.
Considerado uma prévia do balanço, o relatório operacional da estatal divulgado nesta terça-feira (29) trouxe o que os analistas já esperavam: um aumento da produção — a surpresa, se houver, ficou para 7 de agosto. Neste dia, a Petrobras apresenta o balanço do segundo trimestre e a previsão é de que o período tenha sido marcado pelas incertezas das aquisições e dividendos menos robustos.
Enquanto o resultados financeiros não chegam, os investidores devem se debruçar sobre os dados de hoje, que mostraram que a Petrobras produziu 2,879 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) entre abril e junho — uma alta de 8,1% em termos anuais e de 5,1% na comparação trimestral.
Já a produção comercial de óleo e gás foi de 2,546 milhões de boe/d no período, um aumento de 8,1% em base anual e de 5,0% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
Segundo a estatal, o avanço foi impulsionado, principalmente, pela aceleração da produção de cinco navios-plataformas do tipo FPSO, além da entrada em operação de novos poços em duas das principais bacias petrolíferas do país: Campos e Santos.
"Neste trimestre, tivemos o topo de produção do FPSO Duque de Caxias (Mero 3), com 180 mil bpd, e a entrada em operação do FPSO Alexandre de Gusmão (Mero 4), além da continuação do ramp-up do FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios", disse a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos.
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Apesar do desempenho positivo, a Petrobras diz que enfrentou mais perdas operacionais em função de paradas e manutenções programadas, além do declínio natural de produção de alguns ativos maduros.
A reação inicial do mercado aos dados não é positiva. Depois de subirem mais de 2% no pregão regular, os American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras recuavam no after hours em Nova York.
Por volta de 20h20, o ADR da Petrobras referente à ação ordinária caía 0,08% e o equivalente à preferencial recuava 0,09%.
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Petrobras: petróleo, gás e o pré-sal
A produção de petróleo da Petrobras foi de 2,320 milhões de barris por dia (bpd) entre abril e junho, 7,6% maior do que no mesmo período do ano anterior. Já em relação ao segundo trimestre de 2024, a alta foi de 4,8%.
A produção de gás natural totalizou 559 mil boe/d, o que representa uma expansão de 10% na comparação com um ano antes, e ganho de 6,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No pré-sal, foram extraídos, em média, 1,974 milhão de bpd no segundo trimestre, um aumento de 8,8% em base anual e mais 6,5% em termos trimestrais.
Entre abril e junho, 14 novos poços entraram em operação no pré-sal, dentro da estratégia de revitalização de ativos e ampliação da produção no pré-sal.
As vendas de derivados da Petrobras
O volume total de vendas de derivados da Petrobras no mercado interno caiu 0,8% entre abril e junho de 2025 ante o mesmo período de 2024, para 1,730 milhão de bpd. Na comparação trimestral, houve aumento de 1,4%.
Na gasolina, as vendas aumentaram 3,1% em base anual e 1,5% em termos trimestrais, para 404 mil bpd.
No diesel, houve alta de 0,6% em um ano e queda de 1,8% na comparação com os três meses anteriores, para 721 mil bpd.
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As exportações e importações da Petrobras
As exportações da Petrobras subiram 2,7% no segundo trimestre em base anual, para 874 mil bpd — desse total, 690 mil bpd foram de petróleo. As importações aumentaram 14,5% no período em base anual, para 348 mil bpd.
As vendas de petróleo para os EUA subiram entre abril e junho, passando de 4% para 8% na comparação ano a ano.
As vendas para a China representaram 54% do total, um aumento em relação aos 36% do segundo trimestre de 2024. A Europa ficou com 19% das exportações da Petrobras no período, abaixo dos 27% de um ano antes.
Segundo a Petrobras, a China aumentou sua participação nos destinos das exportações, pressionada, em parte, pelas novas sanções à Russia. Consequentemente, houve redução das exportações para a Europa e o restante da Ásia, outros dois importantes mercados brasileiros.
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