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A produção de petróleo da estatal foi de 2,214 milhões de barris por dia (bpd) entre janeiro e março, 0,1% menor do que no mesmo período do ano anterior, mas 5,5% maior na comparação trimestral
Os baixos preços do petróleo deram o tom do primeiro trimestre de 2025 para a Petrobras (PETR4) e isso não é pouca coisa. Na comparação com os três meses anteriores, as cotações caíram quase 15% e, em termos anuais, o tombo é ainda maior, de 30% — um sinal do que pode estar por vir para a estatal.
Considerado uma prévia do balanço, o relatório operacional da companhia divulgado nesta terça-feira (29) trouxe o que os analistas já esperavam: pouca variação na produção — a surpresa mesmo pode ter ficado para o dia 12 de maio, quando a petroleira apresenta os resultados financeiros de janeiro a março deste ano.
Enquanto eles não chegam, os investidores devem se debruçar sobre os dados de hoje, que mostraram que a Petrobras produziu 2,771 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no primeiro trimestre de 2025 — uma leve queda de 0,2% em termos anuais, mas uma alta de 5,4% na comparação trimestral.
Segundo a Petrobras, o desempenho do primeiro trimestre se deve, principalmente, ao menor volume de perdas por paradas para manutenções; à melhor eficiência operacional na Bacia de Santos; à entrada em produção do FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios; e ao ramp-up do FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.
"Esses fatores foram parcialmente compensados pelo declínio natural de produção. Neste trimestre, entraram em operação 11 novos poços produtores, sendo 6 na bacia de Campos e 5 na bacia de Santos", informou a estatal.
Já a produção comercial de óleo e gás foi de 2,416 milhões de boe/d nos três primeiros meses do ano, uma baixa de 0,5% em base anual, mas um aumento de 5,6% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
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A produção de petróleo da Petrobras foi de 2,214 milhões de barris por dia (bpd) entre janeiro e março, 0,1% menor do que no mesmo período do ano anterior. Já em relação ao quarto trimestre de 2024, houve alta de 5,5%.
A produção de gás natural totalizou 526 mil boe/d, o que representa uma alta de 3,7% tanto na comparação com um ano antes como em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No pré-sal, foram extraídos, em média, 1,853 milhão de bpd no primeiro trimestre, queda de 0,2% em base anual, mas uma alta de 5,3% em termos trimestrais.
O volume total de produção de derivados da Petrobras no mercado interno caiu 2,7% entre janeiro e março de 2025 ante o mesmo período de 2024, para 1,706 milhão de bpd. Na comparação trimestral, houve baixa de 6,2%.
Já o volume total de vendas de derivados no mercado interno subiu 2,9% no período em base anual, para 1,696 milhão de bpd. Na comparação trimestral, houve queda de 3,5%.
Na gasolina, a produção subiu 7,7% em base anual, mas caiu 3,0% em termos trimestrais, para 421 mil bpd. Já as vendas aumentaram 3,1% em base anual, mas recuaram 7,9% em termos trimestrais, para 398 mil bpd.
No diesel, a produção somou 664 mil bpd, queda de 5,0% ano a ano e de 9,9% trimestre contra trimestre, enquanto as vendas subiram 6,2% em um ano, mas recuaram 0,4% na comparação com os três meses anteriores, para 734 mil bpd.
As exportações da Petrobras caíram 10,4% entre janeiro e março em base anual, para 760 mil bpd — desse total, 551 mil bpd foram de petróleo, uma queda de 15,2% na mesma comparação.
As importações da estatal baixaram 21,5% no período na comparação ano a ano, para 270 mil bpd.
As vendas de petróleo para os EUA recuaram no primeiro trimestre 2025 ante do mesmo período de 2024, passando de 7% do total embarcado para 4% na comparação ano a ano. No quarto trimestre de 2024, os norte-americanos receberam 9% do total exportado pela estatal.
As vendas para a China representaram 36% do total, de 46% do primeiro trimestre de 2024 e de 30% em relação ao quarto trimestre de 2024. A Europa ficou com 27% das exportações da Petrobras no período ante 31% do mesmo período do ano anterior.
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