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Uma possível explicação, segundo o Safra, é uma nova regra do Banco Central que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.
O Nubank (ROXO34) teve um “forte aumento” na taxa de inadimplência (NPL, ou Non-Performing Loans) nos primeiros meses de 2025, apontam os analistas do banco Safra Daniel Vaz e Maria Luisa Guedes, em relatório divulgado aos clientes nesta quinta-feira (27).
Antes, em 2024, o Nubank tinha cerca de R$ 320 milhões por mês em empréstimos inadimplentes. Em 2025, esse número disparou para R$ 1 bilhão por mês.
Para tentar entender o que está acontecendo com o Nubank, os analistas decidiram “fuçar” o banco de dados do SCR (Sistema de Informações de Crédito) do Banco Central do Brasil.
Os dados do BC mostraram que, em janeiro, a taxa de inadimplência do Nubank subiu 77 pontos-base, enquanto a dos bancos tradicionais subiu 61 pontos-base. Em fevereiro, a taxa do Nu subiu mais 78 pontos-base – e o número para os bancos tradicionais não foi divulgado, porque faltavam as informações da Caixa Econômica Federal.
Uma possível explicação para isso, segundo o Safra, é uma nova regra do Banco Central, a Resolução nº 4.966, que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.
Essa regra pode ter feito os bancos reduzirem a quantidade de dívidas que "apagam dos registros" (write-offs). Como resultado, os números de inadimplência parecem piores, porque mais empréstimos problemáticos ainda aparecem nos dados.
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Apesar desse aumento na inadimplência, apontam os analistas, o Nubank continua crescendo. A fintech tem emprestado mais dinheiro por meio de cartões de crédito e empréstimos pessoais. Além disso, os juros cobrados pelo Nubank subiram em fevereiro, o que pode ajudar a melhorar os resultados financeiros da empresa no primeiro trimestre do ano.
O Safra tem recomendação neutra para as ações do Nubank, com preço-alvo de US$ 14 – a ação fechou esta sexta-feira (28) a US$ 10,35 na Nasdaq.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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